De Guiomar Alcides de Castro
Ao pensamento acode-me sempre as recordações da infância, aflorando-me a lembrança os vultos prosaicos que povoaram São Miguel dos Campos, minha gleba natal.
Entre outros, o ereto Nicolau da Costa, que fora escravo dos senhores do engenho Coité, velho banguê em que floresceu a estirpe de Marcos José Antônio da Silva.
Octagenário, aleijado, claudicante com as pernas formando X, tombando de todos os lados, aos efeitos, também, da cachaça, e conhecido, sobretudo, como monarquista obstinado, o negro Nicolau quebrava o silêncio das ruas com impropérios à República.



Deixe um comentário
Seu e-mail não será publicado.