Floriano Ivo Júnior

A imprensa, em Alagoas, sempre foi irmã gêmea da política. Houve tempo, nos jornais de Maceió, em que, fazer imprensa, era fazer política, tamanha a vinculação de quase todos os periódicos à linha programática do governo e da oposição, ao pensamento doutrinário de determinadas lideranças com assento no Palácio Marechal Floriano, no Congresso Nacional ou na Assembleia Legislativa. E tivemos, de fato, lideranças radicais, agressivas, intransigentes, de um e outro lado, muito diferentes das lideranças de hoje, cordiais, tolerantes e compreensivas, mais ligadas ao plano das ideias do que ao individualismo político do passado, porque se encarnava a política, não como uma arte, mas como questão de honra.