Moreno Brandão

Anna da Hora, com uma grande lentidão de gestos, aparecia à janela fronteira à casa de Paulo Motta, quando a palestra habitual ia esmorecendo entre os afiliados de um clube de más línguas quotidianamente congregados ali.

A simples presença daquela solteirona, cuja beleza física, a virgindade, auxiliada pela garridice, ainda mantinha, bastou para suscitar um assunto à loquacidade proverbial do Philadelpho, o cronista dos escândalos passados outrora em Penedo.

Anna está ficando velha, disse.

Mas nenhum dos presentes...