Uma mãe alagoana na história do Brasil: D. Rosa da Fonseca

D. Rosa da Fonseca e seus sete filhos que lutaram na Guerra do Paraguai

Dona Rosa da Fonseca foi mãe de dez filhos

Dona Rosa Maria Paulina Barros Cavalcanti da Fonseca, que solteira se chamava Rosa Maria Paulina Barros Cavalcanti, nasceu no dia 18 de outubro de 1802 no Sítio Oiteiro, Povoado Riacho Velho da antiga capital de Alagoas, atual município de Marechal Deodoro. Era filha de Antônia Maria de Barros (faleceu em 1860).

Seu pai seria José de Carvalho Pedrosa, como identificou o professor Sebastião Heleno. Entretanto, este fato é questionado por seus descendentes, que apresentam documentação mostrando que José de Carvalho Pedrosa casou-se com Ângela Custódia do Nascimento no dia 18 de Fevereiro de 1813.

Rosa da Fonseca teve como irmãos as seguintes pessoas: Felicidade Perpétua Maria da Costa, Ana Maria da Costa, Pedro Carvalho da Costa e Mariana da Costa.

Em 9 de dezembro de 1824, após um noivado em que a família do pretendente não concordava com a união — ela era descendente de escravos e índios — casou-se com o capitão Manuel Mendes da Fonseca, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, da Cidade de Alagoas, sendo testemunhas do enlace Dr. Gustavo Mello de Aguiar e o comandante das Armas Joaquim Mariano de Oliveira Bello. A cerimônia foi oficiada pelo padre Antonio Gomes Coelho Mello.

Tiveram dez filhos: Marechal Hermes Ernesto da Fonseca, Marechal Severiano Martins da Fonseca, Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, Coronel Pedro Paulino da Fonseca, Capitão Hipólito Mendes da Fonseca, Major Eduardo Emiliano da Fonseca, General João Severiano da Fonseca e Tenente Afonso Aurélio da Fonseca, todos militares, e as filhas Emília e Amélia, a que deu nome a uma de nossas avenidas, a Amélia Rosa.

Acompanhando os fatos do seu tempo, Dona Rosa da Fonseca, considerada uma mulher inteligente, compreendia a importância da Guerra do Paraguai e não se abateu quando perdeu três filhos neste confronto.

“Conta-se que enquanto se comemorava a vitória de Itororó com grandes manifestações públicas no Rio de Janeiro, Rosa recebia o boletim com a notícia da morte dos filhos. Nem por isso deixou de homenagear as tropas, estampando a bandeira nacional em uma das janelas de sua casa. E quando pessoas amigas chegaram para lhe dar os pêsames, teria afirmado: ‘Sei o que houve, talvez até Deodoro mesmo esteja morto. Mas hoje é dia de gala pela vitória; amanhã chorarei a morte deles’. E de fato chorou por três dias, fechada em seu quarto“.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de julho de 1873, quando residia à Rua da Ajuda, e foi sepultada no cemitério de São Francisco Xavier. Em 20 de agosto de 1979, em cerimonial fúnebre, com a presença de militares e de descendentes do fundador da República, Marechal Deodoro da Fonseca. Seus restos mortais foram transferidos para o túmulo monumental de Deodoro, no cemitério de São Francisco Xavier.

A lápide do antigo túmulo de Rosa da Fonseca e o seu busto, que estava na praça que a homenageou no Centro de Maceió, encontram-se expostos para visitação pública na Casa de Deodoro, em Marechal Deodoro, Alagoas.

6 Comments on Uma mãe alagoana na história do Brasil: D. Rosa da Fonseca

  1. Edilva Acioli // 14 de maio de 2017 em 10:30 //

    Não Concordo com a troca do nome da Av.América Rosa, O alagoano não cuida do seu passado, da sua história,não tem memória.

  2. André José Soares Silva // 15 de maio de 2017 em 08:49 //

    Ela (avenida), será sempre para o povo Amélia Rosa.

  3. Eglaube Rocha // 17 de maio de 2017 em 22:53 //

    Meu ponto de encontro, diariamente, é no site História de Alagoas. E hoje sei a origem do nome da Av Amélia Rosa, onde resido há mais de vinte anos. Não somente isto me faz, ainda mais, discordar, também, da mudança do nome dessa Av., espinha dorsal do bairro da Jatiúca. Aliás, por falar em mudança, o nome mais apropriado, hoje, de Av Dr Antônio Gomes de Barros, seria “Av Tobogam” por um motivo muito simples. A Av tem mais oscilações no terreno do que um ralo, daqueles de ralar milho para fazer cuscuz.

  4. davi rodrigues de sena // 27 de junho de 2017 em 20:51 //

    Meu caro amigo Ticianeli
    Aqui você cometeu o mesmo erro que outros historiadores cometem. Dizer que Dona Rosa da Fonseca era filha de José Carvalho Pedrosa. Talvez você tenho tomado como fonte de informação o livro de Sebastião Heleno. Ali Sebastião Heleno está equivocado por um simples fato: José de Carvalho Pedrosa teve uma filha de nome Felicidade Perpétua e no citado livro ele afirma que dona Rosa da Fonseca teve uma filha por parte de pai que também se chamava felicidade Perpétua. Foi um equívoco. José de Carvalho Pedrosa foi casado com Ângela Custódia do Nascimento e não com Antônia Maria, como afirma o senhor Sebastião Heleno. Se você ou alguém se interessar pelo assunto, basta procurar os Arquivos da Cúria Metropolitana de Maceió e procurar o microfilme nº 1365894 ou procurar qualquer CHF da Igreja dos Mórmons. Ali você vai encontrar na pag. 41-v do Livro nº1 da Paróquia de Marechal Deodoro, o casamento de José Carvalho Pedrosa com dona Ângela Custódia do Nascimento, no dia 18 de Fevereiro de 1813. Detalhe: justificou ser de menoridade. Então em 1802 , quando dona Rosa nasceu ele era ainda uma criança e residia em Portugal, na freguesia de São Julião do Calendário, Distrito de Braga. E mais, José Carvalho Pedrosa não residia no Sítio Oiteiro, no Riacho Velho e sim no Sítio Siriba, na Barra Nova. Meu nome é Davi Rodrigues de Sena, filho de Josepha de Hollanda Pedrosa, neto de José Francisco de Carvalho Pedrosa, bisneto de Francisco de Carvalho Pedrosa , trineto de Maria Magdalena do Espírito Santo ( Pedrosa ) e tetraneto de José de Carvalho Pedrosa. Sou pesquisador dos Pedrosas desde 1600. Maria Pedroza foi a mias antiga que era casada com Francisco Álvarez.
    Um abraço
    dr-sena@hotmail. com.br

  5. davi rodrigues de sena // 28 de junho de 2017 em 14:50 //

    Meu caro Ticianeli
    Venho lhe pedir desculpas pelo erro que cometi no 1º comentário que fiz onde eu disse que dona Rosa teve uma filha de nome Felicidade Perpétua. Na verdade, seria uma irmã. O senhor Sebastião Heleno em seu livro, na pag. 114 diz o seguinte: que dona Rosa teve quatro irmãos pelo lado paterno. A saber: Felicidade Perpétua Maria da Costa, Ana Maria da Costa, Pedro Carvalho da Costa e Mariana da Costa. Esta genealogia descrita por Sebastião Heleno é no mínimo estranha. Como é que o suposto pai, José de Carvalho Pedrosa teria seus filhos com o sobrenome da Costa. Também não tinha percebido que os descendentes de dona Rosa já tenham questionado tal paternidade.
    Quero lhe apresentar um novo argumento para mostrar que José de Carvalho Pedrosa, não era pai de dona Rosa da Fonseca: o óbito de Ângela Custódia do Nascimento:
    A onze de Agosto de mil oitocentos e oitenta e seis, faleceu de velhice, Ângela Custódia do Nascimento, com noventa anos, viúva de José de Carvalho Pedrosa; sepultou-se no cemitério envolta em preto. Ass.: o vigário Antônio Manoel de Castilho Brandão.
    Fonte: Livro de Óbitos de 1883 a 1889 da Paróquia de N. s. da Conceição de Marechal Deodoro.
    Este Registro é definitivo e conclusivo: José de Carvalho Pedrosa não era casado com Antônia Maria e sim com Ângela Custódia do Nascimento.
    Um abraço
    Davi Rodrigues de Sena

  6. Caro Davi, já fizemos as alterações. Entretanto, não conseguimos localizar o nome do pai dela. Essa pista que você forneceu é importante: seria um pessoa de sobrenome Costa.
    Agradecemos pela contribuição.

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