Uma mãe alagoana na história do Brasil: D. Rosa da Fonseca

D. Rosa da Fonseca e seus sete filhos que lutaram na Guerra do Paraguai

Dona Rosa da Fonseca

Dona Rosa Maria Paulina Barros Cavalcanti da Fonseca na localidade do Sítio Oiteiro, no Povoado Riacho Velho da antiga capital de Alagoas, atual município de Marechal Deodoro. Era filha de Antônia Maria de Barros e José de Carvalho Pedrosa.

Casou-se com o capitão Manuel Mendes da Fonseca e tiveram dez filhos: Marechal Hermes Ernesto da Fonseca, Marechal Severiano Martins da Fonseca, Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, Coronel Pedro Paulino da Fonseca, Capitão Hipólito Mendes da Fonseca, Major Eduardo Emiliano da Fonseca, General João Severiano da Fonseca e Tenente Afonso Aurélio da Fonseca, todos militares, e as filhas Emília e Amélia, a que deu nome a uma de nossas avenidas, a Amélia Rosa.

Acompanhando os fatos do seu tempo, Dona Rosa da Fonseca, considerada uma mulher inteligente, compreendia a importância da Guerra do Paraguai e não se abateu quando perdeu três filhos neste confronto.

“Conta-se que enquanto se comemorava a vitória de Itororó com grandes manifestações públicas no Rio de Janeiro, Rosa recebia o boletim com a notícia da morte dos filhos. Nem por isso deixou de homenagear as tropas, estampando a bandeira nacional em uma das janelas de sua casa. E quando pessoas amigas chegaram para lhe dar os pêsames, teria afirmado: ‘Sei o que houve, talvez até Deodoro mesmo esteja morto. Mas hoje é dia de gala pela vitória; amanhã chorarei a morte deles’. E de fato chorou por três dias, fechada em seu quarto“.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de julho de 1873, e foi sepultada no cemitério de São Francisco Xavier. Em 20 de agosto de 1979, em cerimonial fúnebre, com a presença de militares e de descendentes do fundador da República, Marechal Deodoro da Fonseca. Seus restos mortais foram transferidos para o túmulo monumental de Deodoro, no cemitério de São Francisco Xavier.

A lápide do antigo túmulo de Rosa da Fonseca e o seu busto, que estava na praça que a homenageou no Centro de Maceió, encontram-se expostos para visitação pública na Casa de Deodoro, em Marechal Deodoro, Alagoas.

3 Comments on Uma mãe alagoana na história do Brasil: D. Rosa da Fonseca

  1. Edilva Acioli // 14 de maio de 2017 em 10:30 //

    Não Concordo com a troca do nome da Av.América Rosa, O alagoano não cuida do seu passado, da sua história,não tem memória.

  2. André José Soares Silva // 15 de maio de 2017 em 08:49 //

    Ela (avenida), será sempre para o povo Amélia Rosa.

  3. Eglaube Rocha // 17 de maio de 2017 em 22:53 //

    Meu ponto de encontro, diariamente, é no site História de Alagoas. E hoje sei a origem do nome da Av Amélia Rosa, onde resido há mais de vinte anos. Não somente isto me faz, ainda mais, discordar, também, da mudança do nome dessa Av., espinha dorsal do bairro da Jatiúca. Aliás, por falar em mudança, o nome mais apropriado, hoje, de Av Dr Antônio Gomes de Barros, seria “Av Tobogam” por um motivo muito simples. A Av tem mais oscilações no terreno do que um ralo, daqueles de ralar milho para fazer cuscuz.

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