Os Sete Coqueiros da Pajuçara e da Ponta Verde

Sete Coqueiros nos anos 60

Sete Coqueiros na década de 50

Não há informação precisa sobre quando as duas touceiras de coqueiros da Pajuçara passaram a ser conhecidas como os Sete Coqueiros.

A razão do nome pode ser atribuída aos 14 coqueiros iniciais divididos em dois tufos de sete coqueiros cada um, como registrou Luís Veras Filho, em História do Turismo em Alagoas.

Entretanto, outras localidades praieiras também já receberam esta denominação.

Jornais de Recife do ano de 1934 registram da existência de um local denominado Sete Coqueiros, próximo à Praia dos Milagres em Olinda, Pernambuco.

Sete Coqueiros nos anos 50

No litoral cearense, em um registro de 1952, existiu ou existe a Vila Mundaú, que estava ameaçada pelo soterramento por areias das dunas. Lá também havia uma área conhecida como Sete Coqueiros.

Mesmo em Maceió já existiu outra praia com essa denominação, como informou o Jornal do Recife de 21 de julho de 1918, ao noticiar um assassinato ocorrido na Praia dos Sete Coqueiros em Maceió.

Dois anos depois, em fevereiro de 1920, o cadáver de uma mulher encontrado enterrado na Praia de Sete Coqueiros, em Maceió, trouxe novamente o local para as páginas dos jornais.

Para surpresa da pesquisa, essa Praia dos Sete Coqueiros ficava atrás da Faculdade de Medicina, antigo Quartel do 20º BC, na atual Praia do Sobral.

Sete Coqueiros no início dos anos 60. Foto tirada da casa da família Mafra

O jornal A Província, de 22 de setembro de 1928, ao noticiar o pouso forçado de um avião, revela precisamente onde ficava a tal praia: “O avião 25, da Latecoére, pilotado pelo aviador Cheme, em companhia do mecânico Septfons, ao chegar aqui pela madrugada do domingo último, não tendo conseguido aterrissar no respectivo campo, desceu na praia dos Sete Coqueiros, ao fundo do quartel do 20 de caçadores, ficando muito avariado”.

O primeiro registro encontrado por esta pesquisa sobre os Sete Coqueiros da Pajuçara é de 1942, numa foto publicada em um jornal carioca que divulgava as belezas de Maceió e da Praia da Pajuçara. No texto, não há nenhuma referência ao local fotografado como sendo Sete Coqueiros.

Nesse período, em termos de coqueiros como atração turística, pontificava o Gogó da Ema, que ficava a algumas centenas de metros, na curva da Ponta Verde. Talvez este fato justifique a permanência no anonimato dos nossos Sete Coqueiros.

Derrubada dos Sete Coqueiros em 2002

Em 1951, finalmente eles são citados como atração turística no Tribuna de Imprensa do Rio de Janeiro.

No ano seguinte, o pintor Pierre Chalita expõe um quadro cujo tema é o novo ponto turístico da capital alagoana.

Nos anos da década de 1960, quando o Iate Clube Pajussara conclui sua sede social, o local passou a ser mais frequentado e, nos anos 70, atingiu seu auge quando aquela praia passou a ser a mais frequentada da cidade.

Os coqueiros continuaram a crescer e por serem muito inclinados passaram ser observados como uma ameça a segurança dos frequentadores. Foram derrubados em 2002 e novas mudas de coqueiros foram plantadas no mesmo lugar.

O local continua como referência na cidade, mas com o replantio perdeu sua importância como uma obra da natureza. Hoje, os Sete Coqueiros denominam a praia próxima e serve como limite entre os bairros da Pajuçara e Ponta Verde.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*