Os Morais: subsídios para sua história

Poço das Trincheiras, onde ocorreu a chacina dos irmãos Morais

Professor Tobias Medeiros

Tobias Medeiros

Tinha razão, o historiador Moreno Brandão ao escrever: “A lama dos Moraes ainda hoje perdura dentro de seu nimbo de sangue, especialmente na zona de suas proezas, consectários lógicos da excitação geral dos ânimos e da falta de garantias legais e jurídicas ainda hoje subsistentes”. (1)

Quando criança, ouvi de Adélia Rocha Wanderley, minha prima, a história dos Morais, que estiveram no Poço das Trincheiras, há muito tempo, há cerca de cem anos, conforme ela gostava de dizer. A chacina dos Morais foi contada por algumas gerações até os nossos dias.

Várias vezes, nós, crianças, e alguns adultos, escutamos, em sua casa, à noite, sentados à volta da mesa grande da sala de jantar, com o candeeiro em cima, o relato do tiroteio, que os bandidos Morais fizeram em nossa terra. Nós ficávamos atentos para ouvir aquela mulher simples, de tão poucos conhecimentos, rica em imaginação, a contar com entusiasmo e patriotismo esse fato, que demonstrou a coragem de nossos ancestrais.

Depois de algumas pesquisas, feitas ultimamente, comprovei que a prima transmitiu com sabedoria e amor a verdadeira história que tinha ouvido de outros parentes. Há pequenas divergências entre a tradição e o pouco que ficou escrito. Na metade do século passado, poucas pessoas sabiam ler e escrever no interior da Província. A tradição ofereceu maiores elucidações sobre o acontecimento do que os documentos.

A rebelião dos Lisos e Cabeludos

No final da Regência, surgiram dois partidos: o Conservador e o Liberal. Os dois viveram em lutas contínuas em todo o país.

“O partido Conservador, a princípio, era chamado “partido de regresso” e depois “partido da ordem” e na década de 1840 se tornou conhecido por saquarema” “do nome do município fluminense onde ficava a fazenda de um dos seus principais líderes, Joaquim José Rodrigues Torres, Visconde de Itaboraí”, (2) Os liberais se tornaram conhecidos por “luzias“, porque em 1842, o Barão de Caxias, futuro Duque, conseguiu dominar a revolta dos liberais mineiros acontecida na vila Santa Luzia do Rio das Velhas, na Província de Minas Gerais.

O Presidente da Província de Alagoas, Bernardo de Souza Franco, na proclamação ao povo, no dia 12 de outubro de 1844, chamou os partidários de “cabeludos” e “pelados”, mas, os liberais se tornaram conhecidos por “lisos“, em Alagoas. Os partidos tinham ânsia de poder.

No grupo dos liberais da Província, estavam os próceres: dr. José Tavares Bastos, dr. Francisco Joaquim, Matheus Casado de Araújo Lima Arnaud, José Antonio de Mendonça, dr. Jacintho Paes de Mendonça, Salvador Pereira da Rosa, cônego Calheiros, Lucio Soares de Albuquerque Eustáquio, Barnabé Pereira da Rosa, tenente de engenheiros Francisco Elias Pereira, Joaquim Thimoteo Romeiro, José Vieira de Araújo Peixoto, Vicente de Paula Carvalho, José Rodrigues Leite Pitanga, Azarias Carlos de Carvalho Gama, Floriano Vieira da Costa Delgado Perdigão, major Simplício e José Corrêa da Silva”. (3)

O comércio de Maceió, os funcionários públicos e os portugueses, em geral, residentes aqui, apoiavam os Lisos. À frente do partido Conservador, estavam Dr. João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, o futuro Visconde, Joaquim Serapião de Carvalho, Inácio de Barros Vieira Cajueiro, Lourenço Cavalcanti de Albuquerque Maranhão (depois Barão de Atalaia) e outros.

Duas famílias viviam em lutas constantes em busca do poder político: a de José Tavares Bastos e a de João Lins Vieira Cansanção. Por causa do apoio desse último ao Dr. Agostinho da Silva Neves, na mudança da capital de Alagoas para Maceió, Tavares Bastos e seus amigos políticos ficaram detestando Sinimbu ainda mais. Comprovando a antipatia a Sinimbu, político tão conceituado, um padre mandou que se tocasse sinal em todos os sinos da antiga capital, quando ele passou por lá com destino a São Miguel dos Campos, sua terra natal. (4)

Quando se deu a guerra dos Lisos com os Cabeludos, governava Alagoas, Dr. Bernardo de Souza Franco, paraense, nomeado em 25 de maio de 1844, tendo entrado em exercício no dia primeiro de julho e governado até o dia 9 de dezembro do mesmo ano. (5)

A primeira luta se deu, na manhã do dia 5 de outubro de 1844, em Maceió, tendo chegado em Bebedouro, na noite anterior, coluna de Lisos chefiada por Salvador Pereira da Rosa, do Tenente-Coronel Barnabé, do Cônego Calheiros e do Major Simplício. Os rebeldes tomaram conta da cidade e o Presidente da Província, Souza Franco, refugiou-se no navio Caçador, ancorado no porto de Jaraguá.

As forças militares eram poucas para combater o inimigo, crescido por outro grupo comandado pelo Tenente-Coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Depois da vitória, os Lisos queriam: a reintegração dos funcionários demitidos, e entre esses estava José Correia da Silva Titara, Inspetor da Tesouraria, a garantia da eleição de Tavares Bastos e Francisco Joaquim de Barros Leite para Deputados, a anistia geral para os rebeldes.

O Presidente da Província atendeu as solicitações e só pediu a deposição das armas. O Governo, auxiliado pela tropa vinda do Recife, procurou dispersar os rebeldes. Mas, no dia 21 do mesmo mês, atacaram novamente a capital. Dessa vez, à frente da coluna dos Lisos, a convite de alguns políticos, estava o facínora Vicente de Paula, chefe da Cabanada. (6)

O combate durou oito horas: das seis às quatorze horas. As tropas dos Cabeludos foram reforçadas pelos soldados vindos de Pernambuco sob o comando de Tertuliano Castelo Branco e da Guarda Nacional de São Miguel dos Campos dirigida pelo Capitão Manoel Agostinho. Os Lisos foram dominados. Na luta, Tomáz Espíndola diz que, dos Lisos, morreram vinte homens, além de vários feridos, e, dos Cabeludos, dez mortos e vinte quatro feridos. Houve, ainda, combates entre Lisos e Cabeludos em Atalaia, Murici e Palmeira dos Índios. A esse temível bandido, Vicente de Paula, os irmãos Morais se juntaram para vingar a morte do pai.

O padre José Caetano de Morais

O assassinato impune do padre José Caetano de Morais provocou a vingança dos filhos

Os padres, no Brasil, sempre tiveram grande influência política, principalmente, durante o Império. “Nas Alagoas, no período que vai de 1835 aos primeiros anos do Segundo Reinado, poucas foram as legislaturas da Assembleia provincial que não contaram, pelo menos, uma terça parte de sotainas”. (7)

O padre José Caetano de Morais, vigário de Palmeira dos Índios, dirigiu a paróquia, de 13 de outubro de 1811, quando tomou posse, até o dia de sua morte. Foi um sacerdote dedicado ao apostolado religioso e à política. Homem de coragem e de iniciativa. O Padre Morais teve uma concubina chamada Maria Clementina e dessa união nasceram oito filhos entre os quais o José Caetano de Morais e Manoel de Araújo Morais, vingadores da morte do pai.

Era comum um padre ter uma mulher, segundo afirmativa do escritor Carlos Pontes: “Como uma grande parte dos clérigos do tempo, o vigário Morais constituíra também família, a que se poderia dar o qualificativo de regular, pois cuidava dela com desvelo, ostensivamente, sem se valer para isso de eufemismo hipócritas… Esse hábito corrente, então, em nada diminuía a autoridade do pastor aos olhos de suas ovelhas…”. (8)

As lutas entre Lisos e Cabeludos, em Palmeira dos índios, continuava e, no dia dois de novembro de 1844, foi assassinado o Padre Morais. A guerra dos partidos se deu pela manhã, logo depois que o Padre Morais acabava de celebrar a missa no povoado Taquari. A vontade do Governo era trazer preso o Padre Morais para Maceió, e, para isso, o Major Cobra, comandante da força, tinha recebido ordem.

O historiador Luís Torres afirma que o tiroteio durou três horas e foram mortos: o Padre José Caetano de Morais, Manoel Tavares Bastos e o guarda nacional Francisco José Bezerra e 16 praças ficaram feridos. (9)

Ficaram impunes os que acabaram com a vida do líder político e religioso de Palmeira dos índios e, daí, surgiu a vingança dos dois filhos.

Invasão dos Morais em Poço das Trincheiras

Consta da relação dos assassinatos, roubos e furtos dos irmãos Morais, existentes no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, que eles tiveram a colaboração do facínora Vicente de Paula. O documento relata que eles estiveram no Poço das Trincheiras, em fins de janeiro de 1848.

“Por este tempo os monstros Moraes, sob a imediata proteção do salteador das matas Vicente de Paula puderam reunir trinta tantos assassinos a cavalo e saindo do antro em que se haviam homiziado, ainda na província de Pernambuco mataram ali um rapaz chamado (nome ilegível).

Prosseguem em sua marcha; passam na Palmeira de Fora e seguem para a Ribeira do Panema e na Povoação do Poço das Trincheiras, assaltam a propriedade do velho Machado, matam a este e a três filhos, sendo um deles Ambrósio Machado Wanderley e o moço de Penedo, que naquela infeliz ocasião ali achava-se a negócio. Cinco mortes em um instante!

Antes, a pouca distância do Poço, encontraram um escravo do Vigário de Águas Belas — João Lins dos Reis — com uma carga de baús do mesmo vigário, conduziram tudo: negro, baús e cavalo. O Vigário ia adiante e vendo o grupo, seguiu a todo galope a caminho d’Águas Belas; botaram-lhe alguns sequazes atrás, mas não puderam chegar a ele”.

O relatório do Delegado de Polícia da vila de Mata Grande ao Presidente da Província, de 7 de fevereiro de 1848, diz que o ataque desses bandidos ao Poço foi no dia três de fevereiro daquele ano.

— Por que motivo os Morais foram atacar Poço das Trincheiras? — Porque Ambrósio Machado Wanderley estava, na ocasião da morte do Padre José Caetano de Morais, lutando a favor dos Lisos como correligionário. Logo depois do falecimento do Padre Morais, Ambrósio veio para o Poço, onde morava sua família.

Os habitantes do Poço das Trincheiras estiveram sempre prevenidos para o ataque. Havia trincheiras de pedra nos caminhos e, de saco, na rua. Os homens esperaram os Morais vários dias; eles não foram. Acontece, porém, depois de uma noite de vigília, de expectativa funesta, à espera dos Morais, os homens foram descansar no outro dia, pela manhã. Então, os bandidos, refugiados nas imediações ou na cidade de Santana, mandaram um espião verificar a situação do lugar. Antônio (Totonho), irmão de Ambrósia, desconfiou desse homem e quis prendê-lo ou matá-lo, mas ele chorou e negou ter vindo como observador para orientar os facínoras que assaltariam o lugarejo logo depois.

Ao meio dia, chegou o bando. Adélia dizia que eram muitos homens. Calculava em trinta. O número dos pocenses era inferior e, ademais, cansados pela vigília da véspera, dormiam. O tiroteio durou muito pouco. As circunstâncias não possibilitaram resistência. A luta se deu em frente à casa de (Maria Ferreira, Maria de Tito), onde anteriormente foi a casa-grande da fazenda de João Carlos de Melo. Momento de aflição e muita angústia. Foi uma traição macabra.

Os bandidos estavam sedentos de sangue humano e bem armados. Alguns homens do lugar correram, procurando se esconder no mato. Um dos filhos do Romualdo de Oliveira, possivelmente, Ambrósio, se escondeu no forro da casa (tábuas suspensas). Os cabras cobiçosos e enraivecidos entravam nas casas, vasculhando todos os lugares e roubando o que podiam.

Na busca minuciosa e voraz, encontraram o aflito sobrevivente. Tiraram-no com sofreguidão e torturam-no bestialmente. Ambrósio não resistindo a tanto massacre, morreu no meio da rua. O Totonho, um dos mais visados pelo grupo adversário, saiu ileso graças à ideia genial de descaracterizar-se. Como tivesse longa barba, avisado do plano funesto que estava preparado para ele, raspou imediatamente a barba — sinal identificador do que devia morrer. Escapou e provocou um tremendo desapontamento entre os infames perseguidores.

O ancião Romualdo de Oliveira, que vinha da serra do Poço com o animal carregado de frutas, foi atingido por uma bala quando acabava de atravessar as areias do rio Ipanema. Ele caiu ainda com vida nas imediações, onde existe uma frondosa caraibeira, que ficava no quintal da casa do sr. Manoel Sampaio, demolida pela enchente do rio, em 1941. Essa grande árvore foi vendida a meu pai por dez mil réis. Foi comprada para que, sob a sua sombra, o gado descansasse quando fosse tomar água no rio ou nos bebedouros construídos no leito.

Romualdo foi um sertanejo trabalhador e bom. Exerceu o cargo de Subdelegado e Juiz de Paz. Conforme a tradição, por isso, foi escolhido pelo fidalgo Wanderley, que residia, provavelmente, em Penedo, para se casar com sua única filha. Tudo indica que, na ocasião do tiroteio, já era viúvo.

Honória, a filha mais nova, correu ao encontro do pai ao saber que estava caído. Ela não temeu os inimigos. Mostrou-lhes a coragem de uma forte guerreira como santa Joana D’Arc. Recalcou, com lágrimas nos olhos, a dor inenarrável e foi em busca do querido genitor. Segurando-lhe a cabeça branca, encostou-a ao seu peito com ternura e amor. No conforto dos braços e do peito aconchegante da jovem carinhosa e simples, o pai deixou cair a cabeça, entregando sua alma a Deus. As lágrimas mornas e suaves caíam compassadamente de seu último rebento na face enrugada, suada e empoeirada do pai assassinado, que ainda recebia o carinho filial. O querido e venerando ancião era ungido com as santas e puras lágrimas brotadas de sua estimada filha. O drama se desenrolou, provavelmente, com o sol de verão. Vem agora a lenda: o sangue desse herói ficou borbulhando durante três dias na areia. Adélia acreditava no ato sobrenatural e no-lo descrevia com admiração. Depois a jovem foi lavar o lugar que se tornara sagrado para os habitantes do lugarejo. Talvez, o sangue tenha sido conservado, porque caiu na areia úmida e a água, brotando, deu a impressão de borbulhas. As árvores sombreavam o lugar colaborando na conservação do sangue.

Foram mortos mais dois irmãos: Delfino e José (Cazuza). Os bandidos rasgaram sacas de milho no meio da rua para os cavalos. Tocaram fogo em um casebre de palha de um velho aleijado que morreu queimado. Os gritos do pobre eram altos e ecoavam na rua, mas ninguém pôde salvá-lo. Os Morais incendiaram-na, porque julgaram que o proprietário tivesse sido o assassino do cabra Caetano, pois encontraram uma espingarda ao seu lado. Depois, conversando com outros parentes, soube que quem atirou foi um senhor conhecido por mestre Antônio.

Os facínoras conduziram o Caetano em uma rede e ele veio a falecer nas “Lajes de Neco Frade“. Aí, até há pouco tempo, existia uma cruz. Foi morto também José Domingues, de Penedo, que viera ao Poço, a negócio, mas Adélia não se referia a esse detalhe. Confirmava porém, sete mortes. Os cadáveres, conduzidos em rede, foram sepultados em Águas Belas e não em Santana, apesar de ser mais perto.

Outro fato, que se deu nessa ocasião, foi o de uma mulher que estava sentada em um baú, onde guardava as riquezas. Um dos cabras mandou que ela se levantasse para ficar com o tesouro. Ela não obedeceu às ordens do bandido que lhe tinha prometido cortar o dedo caso não fizesse a sua vontade. Teve o dedo cortado. Um dos Morais, vendo a coragem da mulher, reprendeu o cabra e disse que a deixasse. Outro salteador queria matar Pastora, irmã do Ambrósio, que estava no sobrado com três crianças. Não a matou, porque o chefe não consentiu. Então, o malfeitor respondeu: — “Depois eles se vingarão”. O chefe replicou: — “Nesse tempo, não existiremos mais”. Já profetizava o seu fim.

No caminho das “Lajes de Neco Frade”, existe o lajedo dos “Morais”. Deram esse nome, porque, aí, eles fizeram uma refeição.

Adélia e outros parentes contavam que Honória, depois de alguns anos de falecida, apareceu em sonho a José Rocha (Rochinha, seu pai) dizendo que estava sofrendo no Purgatório, porque não perdoara os Morais.

O povo do Poço procurou se vingar. Finalmente, Adélia contava que o último dos Morais foi assassinado por um senhor chamado Apolinário, perto do Rio São Francisco e foi encontrado comendo urna cobra assada. Cortaram-lhe a cabeça e a colocaram em uma bolsa de couro cru com sal. Trouxeram-na para Águas Belas, passando pelo Poço. Apolinário Florentino de Albuquerque era um dos chefes dessa expedição que acabou com o último dos Morais. Todos queriam ver a cabeça daquele que tantas mortes fizera. Em Águas Belas, a cabeça ficou em cima de uma estaca fincada no meio da rua para o povo ver.

Na verdade, conta Moreno Brandão, José de Araújo Morais estava comendo uma cobra e o Apolinário chefiava o grupo com José Alfro Cavalcanti Pimentel e Victorino.

No dia 13 de agosto de 1851, José de Araújo Morais foi encontrado sozinho, no Cipó de Leite, lugar situado no sopé da serra da Vaca, em Sergipe, onde foi assassinado, e seu irmão Manoel já tinha sido, em 29 de setembro de 1848, pelo próprio bandido Hilário. A canoa, que transportou a cabeça para Alagoas, ficou chamada de “Cabeça do Morais”. (10)

No documento do IHGA, manuscrito do Capitão Manoel Antonio Pereira Júnior, conta que José foi o último a morrer e não Manoel conforme afirma Carlos Pontes. (11)

Foi a falta de justiça que levou os irmãos Morais a vingarem a morte do pai. Naquele tempo, as autoridades eram bastante displicentes e, às vezes, coniventes. Consta do referido manuscrito, o seguinte depoimento: “Era nesse infeliz tempo presidente desta província Felix Peixoto de Brito, que na ocasião em que os Morais faziam nesta província as desordens mencionadas, divertia-se no Bebedouro tomando banhos e pagodeando sem dar a menor providência contra os bandidos”.

Mesmo depois de tanto tempo decorrido, o povo comenta esse conflito político-social admirando a bravura de seus antepassados e a dedicação de Honória.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

(1) — Brandão, Moreno, História de Alagoas, Reedição. Maceió, SERGASA, out/1981, p. 86
(2) — Enciclopédia Mirador Internacional, São Paulo e Rio de Janeiro, Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda, vol. 16, p. 8640
(3) — Brandão, Moreno, op. cit., 79
(4) — Cf. Almeida, Antônio da Rocha, Vultos da Pátria, P. Alegre, Editora Globo S.A., 1961, vol. I, p. 73
(5) — Cf. Espíndola, Tomaz do Bom-Fim, Geographia Alagoana, Maceió, 1871, p. 373
(6) — Cf. ibidem, p. 379
(7) — Pontes. Carlos, Motivos e Aproximações, Rio de Janeiro, Jornal do Comércio — Rodrigues & Cia., 1953, p. 114
(8) — Idem, ibidem, p. 115
(9) — Cf. Torres, Luiz B. A Terra de Tilixi e Txiliá, Maceió, Serviços Gráficos de Alagoas S.A. (SERGASA), 1975, p. 201
(10) — Cf. Brandão, Moreno. op. cit. 85 (11) — Cf. Pontes, Carlos, op. cit., p. 119

*Publicado originalmente na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, volume 39, ano de 1984, Maceió, 1985.

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