O Guarda Biruta da Avenida da Paz

Av. da Paz no início do século XX

Coreto da Av. da Paz

Marconi Oliveira

– Olha, a maré está cheia! Vamos nadar no Salgadinho e depois pular do trapiche!

– Vamos logo antes que apareça o Guarda Biruta!

– Vocês viram o Guarda?

– Não! Ele costuma tomar o primeiro bonde da linha Centro – Jaraguá.

Por ter algumas cronológicas pistas remotas, não mais contumaz em nossos dias, fica fácil saber o espaço e o tempo do palco desses diálogos. Nadar no Salgadinho… Pular do trapiche… Bonde… A cidade é a nossa Maceió. E o tempo? Bem meus amigos… Foi no meu período de criança, lá no começo e meados dos anos 1940. Eu tinha meus saudosos doze… treze anos. Para um velho octogenário como eu, é uma satisfação compartilhar com vocês esse espetáculo que foi Maceió antigo! Por isso, chamo aqueles meus pueris anos dourados de palco!

Imagine a leitora e o leitor amigo uma Maceió ainda sem Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca. Nos anos 1940, as famílias passeavam no calçadão da orla da Avenida da Paz. E a Rua Sá e Albuquerque era o limite tácito traçado pelas requintadas famílias maceioenses. Adentrando nessa Rua, iniciava-se o le cabaret français nos casarões de primeiro e segundo pisos do Bairro de Jaraguá. As “francesinhas”, como os rapazes as chamavam, plagiavam nas vestes e nas danças os Cabaret de Paris. Jaraguá era um bairro proletário pela manhã e boêmio à noite. Por que logo ali se instalou a “Lapa” daqui? Ah! Estratégia dos gigolôs. A entrada dos turistas, tanto a passeio como a negócio, era no bairro de Jaraguá. Do outro lado, no Mar da Avenida, havia vários trapiches que recepcionavam os barcos pequenos os quais vinham dos grandes navios. Jaraguá era o “distrito Industrial” do Maceió antigo. E o balneário era a praia da Avenida da Paz. Principalmente no domingo, a praia recebia banhistas com aquele desejo de mergulhar nas salinas águas do mar. Por tudo isso, essa parte nobre do Maceió antigo ficava bem vigiada por guardas municipais.

Revezavam-se nos três turnos. Os guardas tinham um trato familiar, principalmente, com os moradores ao redor da Ipanema daqui. Todos eles eram conhecidos pelo nome. O mais estranho deles, para a meninada traquina daquela época, era o Guarda Biruta. Ele foi o mais famoso guarda da Avenida da Paz.

Bonde na Av. da Paz

Estandislau Eleutério Galvão era seu nome. Ele nos impedia de brincar no Coreto e não permitia subirmos nas árvores. Muitas delas eram podadas em obras de artes como figura de pessoas, animais ou o que a imaginação do jardineiro permitir. Nós conhecíamos o jardineiro Gino, o artista daquelas obras de arte em árvores ao longo da Avenida. Outro local das árvores podadas em obra de arte era nas Praças Emílio de Maia, Martírios e Deodoro. Gino, o jardineiro artista, era amistoso para conosco. Os outros guardas idem. Já o Guarda Biruta era hostil às nossas traquinagens infantis.

Hoje percebo que no fundo, nós o amávamos. Sem que nós percebêssemos, Estandislau Galvão era um tiozão para nós. E a recíproca era verdadeira. Ele tanto sabia disso, como nutria essa relação de parentesco. Isso são minhas deduções maduras de um velho nostálgico. Mas para minha turma dos anos 1940, ele era um amigo da onça.

Muitos de nós morávamos próximo à Avenida da Paz em ruas paralelas ou transversais. Uns três ou quatro amigos moravam à mesma. Éramos conhecidos como os garotos traquinos da Avenida. Não por falta de educação. Nossos pais davam do melhor para nós. Era o encanto da praia da Avenida que nos seduzia, aflorando aquela intrínseca e lúdica algazarra das crianças.

O encantado tempo lúdico que nos passa tão rápido, tal como as finas areias brancas passam pelos nossos dedos. Eu morava com meus pais numa agradável residência à Rua Silvério Jorge bem próximo à Avenida. O que apenas me amedrontava naqueles tempos eram as rajadas dos ventos alísios atravessando as frestas das janelas do meu quarto no inverno. Os ruídos assombrosos dos ventos da praia da Avenida me faziam correr para o quarto dos meus pais, durante a estação chuvosa e fria.

Antigo “Pharol” de Maceió

Os casarões da Avenida eram belos. A elite maceioense morava neles e nos casarões do antigo bairro do Jacutinga, o atual bairro do Pharol. A minha escrita de Farol com Ph é um hábito em ternura desde minha infância. Essa minha mania não acompanhou as reformas ortográficas futuras. E a ternura dessa birra procede da essência nostálgica do Pharol da Catedral.

Meus pais, juntos com meus irmãos mais novos e eu, costumávamos, à noite, sentir a brisa do mar da Avenida, contar as estrelas no céu e apreciar o infinito horizonte, vasculhado pelos lampejos do holofote do Pharol da Catedral. Mas isso foi momento de família. O objetivo das minhas letras, aqui, é mencionar os inesquecíveis tempos das traquinagens da minha turma com o Guarda Biruta da Avenida da Paz.

Teve um dia, nós jogando na areia da praia da Avenida, o Amaro chutou a bola logo na direção onde estava o Guarda Biruta. Ele não se fez de rogado. Cortou a pelota em pedacinhos. Foi uma ação descabida. A bola nem o tocou! Ficamos tão furiosos que em coro gritávamos: “Guarda Biruta!, Guarda Biruta!, Guarda Biruta!”. Esgoelando em uníssono. E para irmos à réplica, corríamos ao primeiro dos seis trapiches construídos de madeiras que havia em Jaraguá e, um após outro, saltávamos em mergulho no mar da Avenida. Priiii!, priiii! priiii! Estandislau Galvão com seu apito ia atrás de nós. Mas enquanto ele se aproximava ao ponto dos saltos, nós já estávamos na praia. Os empregados dos trapiches não ligavam para nossa recreação. Era capricho exagerado do Guarda Estandislau Galvão no exercício da profissão. Então vinha a tréplica dele. Sabedor dos nossos endereços, o Guarda Biruta ia acoimar nossa traquinagem aos nossos pais. Ficávamos de castigo. No dia seguinte, nossos joelhos estavam marcados pelos caroços de feijão. A ação, agora, vinha de nós. E o ciclo continuava tempo após tempo acompanhando a rotação da Terra.

Av da Paz no início do século XX

Agora vem o porquê da alcunha Guarda Biruta. Estandislau também tinha as suas manias. E eram inusitadas para o dia a dia comum. Aparecia sempre com seu inseparável apito. Usava bermuda por causa do calor, botas e meião até o joelho. Recitava poesias de Bilac no Coreto da Avenida nas altas horas da madrugada. De tempos em tempos, ele levava seu violino Stradivarius para no mesmo Coreto sonorizar os opus de Mozart, Beethoven, Bach e Tchaikovsky. Por ser do Sul do País, apreciava tomar seu chimarrão ao cair do crepúsculo vespertino. E o que mais chamava a atenção de todos. Ele, durante a noite, mergulhava nas águas mornas do Mar da Avenida. A temperatura da Cidade para um gaúcho era quente demais.

Estandislau amava Maceió! E o seu sol também! Logo cedo, após o término do turno da noite, assim que a estrela amarela nascia, ele agradecia em alta voz por mais um dia vindo. Ficava em stand by por minutos com seus braços abertos agradecendo o sol e citando os Salmos bíblicos. Os adultos o chamavam de excêntrico e esquisito, pois até no nome era assim.

Faustino Manoel, nosso vizinho, um sujeito bem instruído, aclamava e acalmava a vizinhança que Estandislau Galvão era, além de excêntrico, um bom homem. Culto, bem informado e de bom gosto. Não era para menos. Estandislau Galvão dominava cinco idiomas: o de Cervantes, o de Victor Hugo, o de Dante, o de Freud e o de Shakespeare. E é evidente, meu caro leitor e leitora amigos, Estandislau esquadrinhava a fundo o idioma de Machado de Assis. Faustino Manoel o via sempre com o conto “O Alienista” do nosso escritor mor. Expressava-se corretamente. Paulatinamente, ele emitia suas orações coordenadas e subordinadas, num português gramatical bem refinado para o público de sua época.

Escola D. Pedro II na Praça Deodoro nos anos 20

— O que é excêntrico? Perguntávamos uns aos outros. — Nossos pais declaram sempre isso — falava um ou outro de nós. Descobrimos depois o significado dessa difícil palavra. Não foi em um dicionário. Por espantoso que pareça, foi o próprio Guarda Biruta se nomeou assim. Isso mesmo! Antes só dizíamos “Lá vem o Guarda” e corríamos após nossas traquinagens. A alcunha pegou assim: estávamos a brincar de pião no calçadão da Avenida da Paz. Eu, o Alex, o Valmir e o Chico. Nicolau, Alberto e o Alcides estavam empinando pipas. Tínhamos acabado de chegar do Grupo Escolar D. Pedro II defronte à Praça Marechal Deodoro. Hoje, esse grupo escolar é a Academia Alagoana de Letras. Estandislau nos viu ali brincando e pensou que estávamos a gazear. Caminhou sorrateiramente e Priiii! Priiii! Priiii! Priiii! Já para suas casas — bradou ele. Tirou o barbante dos piões de madeira e cortou o barbante das pipas. Pronto! Aplicamos a terceira Lei de Newton: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”. Fomos à réplica:

— Guarda es es sqcêntico! Guarda es es sqcentiico! Guarda essqcêntico! – Já tínhamos combinado chamá-lo pela aquela palavra de pronúncia difícil usada pelos nossos pais e adultos. Estandislau gargalhou em mofo. Ficamos um a olhar o outro. — Por que o Guarda não está com raiva? — Dizíamos atônitos. Então Estandislau quebrou nosso espanto o tornando zombaria. Disse ele: — Vocês pronunciaram errado. O certo é excêntrico, o qual significa pessoa exótica, diferente das outras, dado às manias, esquisito e, em um português elementar e popular, pode ser resumido à biruta. — Pegou. Nem entendemos direito o que ele falou. Apenas a última palavra veio voraz aos nossos traquinos ouvidos! Então:

— Guarda Biruta! Guarda Biruta! Guarda Biruta!… E o ciclo recomeçava, mas agora, com o hilariante cognome de “Guarda Biruta”.

No dia 14 de outubro de 1930, a Rua do Comércio em Maceió recebe a Coluna Revolucionária, vindo de Recife

Ele chegou a nossa terra vindo com as tropas revolucionárias de 1930. O soldado Estandislau tinha sentimento de culpa por ter sido um dos 3.000 soldados no desigual confronto com os 18 revolucionários do Forte de Copacabana em 1922. Depois, já como tenente, ele se aliou a Aliança Liberal em 1929 e apoiou a revolução de 1930, liderada pelo seu conterrâneo Getúlio Vargas. Foi amigo dos tenentes Carlos Prestes e de Antônio Siqueira Campos. Este último emprestou seu nome à nossa famosa avenida que liga o Bairro do Prado ao Trapiche da Barra.

Estandislau Galvão era avesso a violência. Ele queria que o movimento tenentista conquistasse seus interesses apenas com as ideias. O tanto de intelecto que ele era para seu tempo, era também de grande ingenuidade. Teve quase um surto psicótico quando a tropa revolucionária vinda da Paraíba (Estado onde teve início a Revolução de 1930 no Nordeste) chegou a Maceió. As marcas de sangue deixadas para trás o acometia de culpas mais e mais. Era melhor não continuar. Pois sua farda e sua praia eram outras. Daí surgiu o guarda da praia da Avenida da Paz.

Estandislau Eleutério Galvão nasceu com o século XX no dia primeiro de janeiro de 1901, em Caxias do Sul, nas serras gaúchas. Misturou seu sotaque gaúcho: tchê, báh com o carioca puxado no ch, s e x, quando ele foi servir no Rio. Já os nossos, de meninos nordestinos, eram: ai égua, visse, oxi, fulero…

Estandislau era alto e magro. Tinha narigão, rosto afilado e sobrancelhas cheias. Nos anos 1960, assistindo o desenho animado “Manda-Chuva” pela extinta TV Tupi, eu associei o Guarda Belo do desenho ao Guarda biruta da Avenida da Paz. E do mesmo modo como o Guarda Belo pegava no pé da turma do “Manda-Chuva”, o Guarda Biruta pegava duro no nosso. Creio que no fundo, tanto nós quanto ele gostávamos daquilo. Uma das estripulias era corriqueira. Pegávamos várias latas de óleo de cozinha e amarrávamos na traseira do bonde, quando esse parava defronte ao Hotel Atlântico. Os atos eram bem rápidos. Nem dava para o motorista do bonde perceber. Porém, os olhos atentos do Guarda Biruta captavam tudo em sua volta. Mormente, as travessuras dos garotos da Avenida. O bonde partia com o barulho das latas tinindo nos ouvidos dos passageiros. Priiii! Priiii! Priiii! Lá vai o Guarda Biruta atrás do bonde. “Guarda Biruta!, Guarda Biruta!, Guarda Biruta!”. Estandislau cortava os barbantes com sua tesoura, que ele já trazia por causa de nossas travessuras.

Quartel do 20º BC e Asilo S. Leopoldina em 1912

Outra traquinice nossa era cobrir o nome das placas do logradouro da Avenida. Subíamos nas costas um do outro até abordarmos a placa no poste. Cobríamos com uma fita o nome: Avenida Duque de Caxias e escrevíamos: Avenida da Paz! O Guarda Biruta ficava (desculpe a redundância) maluco com isso. Apanhava uma escada e ele mesmo tirava a fita. Enquanto estava pendurado no poste, a garotada se esgoelava: “Guarda Biruta!, Guarda Biruta!, Guarda Biruta!, Guarda Biruta!”. Ele, ex-tenente, admirava seu patrono Duque de Caxias, o Patrono do Exército. E éramos sabedor disso, pois todo mês de agosto, as escolas da capital faziam excursões no 20º Batalhão de Caçadores na Praça do Exército, hoje Praça da Faculdade. O prefeito Francisco Abdon Arroxelas mantinha a cidade organizada e caprichava nos logradouros. Havia uns três a quatro postes com o nome nas placas “Duque de Caxias”. Minha turma alterava para “Avenida da Paz”. O nome Avenida Duque de Caxias era o nome oficial do logradouro desde o ano de 1930, em homenagem a tomada do poder pelo exército liderado por Getúlio Vargas. Entretanto, a população não se acostumou e continuava a chamar a Avenida de “Avenida da Paz”, nome dado a ela em comemoração ao fim da Primeira Guerra Mundial em 1916.

Estandislau Galvão tinha como seu gabinete o Coreto da Avenida. Este fora inaugurado no dia primeiro de janeiro de 1928, na gestão do prefeito e poeta Jaime de Altavila. O chimarrão, o pote d’agua, seu violino e o apito ele ali os deixava. Vimos dois volumes do “Capital” de Karl Marx, “A Riqueza das Nações” de Adam Smith, os símbolos esotéricos dos Templários e sua bíblia aberta nos Salmos. Realmente, como dizia Faustino, Estandislau era subutilizado. Podia até ser biruta, mas incubava muita inteligência. Nesse pequeno pavilhão, ele se refugiava da chuva ou quando se sentia cansado. Fatigado pela vida. Se bem que, não a vida em si, mas as suas trágicas circunstâncias. Numa noite de lua, Estandislau aproveitou para se banhar no mar. O Siqueira foi nos chamar na Praça Rayol.

— Pessoal, o Guarda Biruta está tomando banho.

— É noite de Lua Cheia. Será que ele vai virar Lobisomem, disse o Duda?

Fomos ligeiros verificar a possível mutação. Ficamos atrás do Coreto. Mas a superstição não se confirmou. Agora, nossa atenção foi desviada para o livro “O Alienista” que estava sobre o muro. Abrimo-lo. Dentro estava uma carta de uma tal Sofia de pais italianos, que partira grávida para a Itália a gosto dos entes seus. Somente dois seres em contragosto: ela e ele! Numa bela escrita de namorados, a bela italiana expunha o martírio que era deixá-lo. Havia um mar separando i due amanti (os dois namorados). Sofia finda a carta com uma frase em italiano: il nostro amore corre verso il maré (nosso amor corre em direção do mar). Xeque Mate! O motivo do primeiro parafuso fora do Guarda Biruta. Desgostoso, Estandislau partiu com a tropa revolucionária para tentar esquecer o enlace com Sofia. “Olha! O retrato da namorada do Guarda Biruta!”. Ficamos a exclamar com dó, aflorando de vez nosso afeto por ele. Fomos todos melindrosos para nossas casas. Nessa mesma noite, ele tocou seu violino com tanto ânimo como que tentando levar o som a amada que o esperava do outro lado do Mar Atlântico. Mas o máximo que o som da melodia podia ir era pelos arredores da Avenida da Paz.

Um amor intenso e inacabado. Descobrimos porque o Guarda Biruta amava recitar os versos de Olavo Bilac “NEL MEZZO DEL CAMIN”.

Hoje, segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

Foi um reboliço uma tarde de um sábado de 1943. Nesse dia, o Guarda Biruta pirou de vez. Ele saiu do Coreto em estado catatônico em direção ao mar. Disseram que ele só pronunciava o nome da amada Sofia. As pessoas nos bondes, no calçadão e os hospedes do Hotel Atlântico foram testemunha disso. Tiraram-no do mar. Uma ambulância o levou para o Asilo de Alienados Santa Leopoldina. Esse asilo fora construído no dia 22 de maio de 1887 e demolido em 1958. Ficava ao lado do 20º Batalhão de Caçadores. Ambos defronte da atual Praça da Faculdade. Da nossa turma, apenas o Douglas, o Duda e eu presenciamos o resgate do Guarda Biruta. “Coitado do Estandislau Galvão!” Diziam as pessoas. “Será que não veremos mais o Guarda Biruta?” Dizíamos nós.

Nunca mais vimos Estandislau Eleutério Galvão. Comentaram que ele morreu pouco tempo depois e seu último pedido foi doar seu corpo para a Faculdade de Medicina. Na década de 1960, fui morar no Rio. Visitei Maceió algumas vezes nesses anos, para rever meus amigos da Avenida. No meu aniversário de 85 anos no dia 18 de julho deste ano, eu pedi para meus filhos e netos uma viajem a minha terra natal como presente natalício. Aqui chegando, fui logo ao Cemitério de Nossa Senhora da Piedade “visitar” meus amigos. Outro desejo meu foi ter a vista da praia da Avenida de dentro do Coreto. O gabinete do Estandislau Galvão. Tudo bem diferente do que era nos anos 1940. E para um velho viúvo já com dois AVCs sentir a sinestesia in loco daquela época foi meu melhor presente. Evocar da memória a balneabilidade dessa praia e do Salgadinho. Sem esquecer, é claro, das nossas travessuras de garotos para com o excêntrico Estandislau Eleutério Galvão. O inesquecível Guarda Biruta da Avenida da Paz.

4 Comments on O Guarda Biruta da Avenida da Paz

  1. Espetacular!!

  2. André José Soares Silva // 10 de agosto de 2017 em 08:29 //

    Que beleza esse texto….

  3. Fernando Fernandes // 3 de setembro de 2017 em 20:04 //

    texto emocionante parabéns

  4. Jefferson Rodrigues de Oliveira // 19 de novembro de 2017 em 21:36 //

    Em que bairro a classe pobre morava? Hoje, a cidade é só pobreza e destruição.

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