Iate Clube Pajussara, fundado em 1952

Primeiras construções da sede do Iate Clube Pajuçara
Terreno alugado com garagens de barcos improvisadas

Terreno alugado com garagens de barcos improvisadas antes da construção da sede atual

O clube surge, em 1952, como resultado de uma contenda entre diretores do Clube de Regatas Brasil, o CRB. O motivo da discórdia envolveu a escolha de datas para a realização de uma regata na praia da Pajuçara patrocinada pelo prefeito de Maceió da época, Joaquim Leão, que ofereceu o troféu para a competição.

Construção da atual sede do Iate Clube Pajuçara

Construção da atual sede do Iate Clube Pajuçara

Luiz Costa, que era diretor do CRB e que também iria competir na prova, não concordou com as datas. Houve discussão e ele pediu afastamento dos quadros do clube. Seu irmão, Antônio Costa, foi solidário e também pediu afastamento da competição e do CRB.

Meses depois, no dia 21 de abril de 1952, houve uma reunião, às 15 horas, na residência de Expedito Farias, na Praça Lions na Ponta da Terra. Dos 50 convidados que posteriormente assinaram a ata de fundação, 19 estiveram presentes.

Diretoria do Iate nos anos 60. Em pé da esquerda para a direita: José Policarpo, Renan Rosas, Aloisio Bezerra, Paulo Costa e Luiz Costa. Sentados, da esquerda para a direita, Eudes Coelho da Paz, Comodoro Luis Costa Braga Netto, Adalberon Cavalcante Lins e Expedito de Farias Costa

Diretoria do Iate nos anos 60. Em pé, da esquerda para a direita: José Policarpo, Renan Rosas, Aloísio Bezerra, Paulo Costa e Luiz Costa. Sentados, da esquerda para a direita, Eudes Coelho da Paz, Comodoro L. C. Braga Netto, Adalberon Cavalcante Lins e Expedito de Farias Costa

Eram eles: Luiz Costa Braga Netto, Luís Braga Neto, Alberto Mafra, Expedito Farias Costa, Plínio Aires, Antônio Bessa, Caio de Aguiar Porto, Antônio de Medeiros Costa, Paulo Nunes Costa, Elói Nunes Vieira, Arthur Valente Jucá, João Bernardino Costa, Uaracy Viveiros de Farias Costa, Luiz Dionísio Costa, Aristeu Xavier Silva, Plínio Buenos Aires, Nancy Salgado de Carvalho, Luiz Carlos Braga Netto Junior, José Mário Mafra, Paulo Duarte Quintela Cavalcante, Marcio Humberto Neto de Gouveia e Félix Lima Junior.

A diretoria provisória tinha a seguinte composição: Comodoro de Honra, Luiz Carlos Braga Netto; Comodoro executivo, Alberto Mario Mafra; Vice-Comodoro, Paulo Quintela Cavalcante; Secretário, Caio de Aguiar Porto; e Tesoureiro, Expedito de Farias Costa.

Três grandes jogadores do basquete alagoano dos anos 50 jogando pelo Iate. Fernando Figueiredo. Carlos Paes e Dácio Camerino.

Três grandes jogadores do basquete alagoano dos anos 50 jogando pelo Iate. Fernando Figueiredo. Carlos Paes e Dácio Camerino.

O terreno para a garagem dos barcos foi alugado a D. Antônia, viúva do Sr. Alípio Carvalho, mãe da Dra. Nancy Costa e futura sogra de Luiz Costa.

Com recursos de um empréstimo no antigo Banco dos Retalhistas, o clube conseguiu adquirir definitivamente a posse do terreno e ainda comprar um terreno de uma casa vizinha, ampliando a sua estrutura física.

No decorrer dos anos, foram construídos os salões de festa, quadras esportivas, piscinas e melhorias em suas garagens e outros departamentos. Hoje, esse patrimônio é um dos mais da Pajuçara.

O Iate montou equipes esportivas em diversas modalidades. Muitos dos seus atletas se destacaram entre os melhores do esporte amador de Alagoas. O basquete e o voleibol do Iate fez história nos campeonatos alagoanos. Os bailes de carnaval também sempre foram reconhecidos como entre os melhores da capital.

Fontes:
– Reportagem de Paulo Jucá e Walter Oliveira para o Correio de Maceió de 11 de maio de 1959.
– Site do Iate Clube Pajuçara.
– Museu do Esporte

Baile de carnaval nos anos 60 no Iate

Baile de carnaval nos anos 60 no Iate

Em 1957, time misto de voleibol do Iate. Em pé, Petrúcio Ramalho, Carlos Paes, Toroca e Vavá. Agachadas, Marcia Acioli, Simone Lages e Aparecida

Em 1957, time misto de voleibol do Iate. Em pé, Petrúcio Ramalho, Carlos Paes, Toroca e Vavá. Agachadas, Márcia Acioli, Simone Lages e Aparecida

Voleibol Feminino do Iate Clube em 1955. Paulo Mendes (técnico), Cecile, Francete, Adelaide, Edite, Janedi, Flávia, Denize e Valdete

Voleibol Feminino do Iate Clube em 1955. Paulo Mendes (técnico), Cecile, Francete, Adelaide, Edite, Janedi, Flávia, Denize e Valdete

Basquetebol do Iate em 1955. Em pé, Luiz Costa (Diretor). Dácio, Figueiredo, Mauro, Carlos Paes e Paiva (Diretor). Agachados Alaor, Marcelo Barros, Rubinho e Batinga

Basquetebol do Iate em 1955. Em pé, Luiz Costa (Diretor). Dácio, Figueiredo, Mauro, Carlos Paes e Paiva (Diretor). Agachados Alaor, Marcelo Barros, Rubinho e Batinga

Time de voleibol feminino do Iate

Time de voleibol feminino do Iate

Voleibol do Iate em 1955. Em pé Giba, Batinga, Artur e Marcos. Agachados Moisés, Mendes. Fernando Figueiredo e Paulo Mendes

Voleibol do Iate em 1955. Em pé Giba, Batinga, Artur e Marcos. Agachados Moisés, Mendes, Fernando Figueiredo e Paulo Mendes

5 Comments on Iate Clube Pajussara, fundado em 1952

  1. Adelaide Reys // 7 de julho de 2015 em 14:38 //

    Caro Ticianeli, uma alegria muito grande visitar seu site e nele encontrar retalhos da história do Iate Clube Pajuçara que tive a imensa alegria de frequentar a partir do ano de 1954, ainda menina, e me tornar atleta apaixonada por suas cores…
    Ah! quantas lembranças, as melhores de minha mocidade.
    Morava bem pertinho, na Rua Jangadeiros Alagoanos n° 1119,
    e fazia do Iate uma extensão da minha casa.
    Meu pai, médico José de Almeuda Reys, foi em uma das gestões do Braga Neto vice-diretor do clube.
    Conheci todos os seus fundadores, meus grandes amigos e seus familiares, muitos deles grandes atletas nas modalidades de voleibol masculino e feminino e de basquete masculino, o time dos sonhos daquela época!
    Com certeza os maiores amigos que carrego no meu coração!
    Pela minha atuação como desportista, tive a incomparável alegria de ser homenageada pelo admirâvel desportista e cidadão alagoano, o Lauthenay Perdigão, no “Cantinho da Saudade” do Museu dos Esportes/de Alagoas, no doa 16 de agisto de 2002.
    Por fim faço questão de registrar que essa passagem pelo IATE e depois pelo CSA serviram como o alicerce sólido para a construção de minha história digna de vida.
    Muita paz e agradecimentos por me permitir essa viagem deliciosa pelo passado!
    Um abraço,
    Adelaide Reys.

  2. Vania Papini Góes // 13 de setembro de 2015 em 10:06 //

    Sr Ticianeli: Neste domingo, ao ler o comentário da notável desportista Adelayde Reys, voltei a olhar a página toda e senti falta de pessoas na diretoria, quando do início da construção do clube, aonde eu costumava ir aos domingos, pois fazíamos vários encontros para arrecadar algum dinheiro, tudo em benefício do Iate. Antes do seu Expedito, o comodoro foi Odorico Maciel, parece, não tenho certeza, mas parece que depois foi o Djacyr Pereira. Tinha até uma música: “O Djacyr é a pedra diamante (negro) e o Odorico é a chave do tesouro!” Lembro-me bem do primeiro baile de debutantes do Iate, do qual fiz parte, e a festa foi feita no piso acimentado da garagem de barcos, cuja responsabilidade era do “Boi”. Lembro também do primeiro campeonato de Snipes, quando o Deja, filho do Djacyr, pilotou uma das embarcações; dos jogos de volley, ao ar livre, onde Ivaldo Gatto, Ismar Gatto, George Arroxelas, Fernando Aranha, os Guimarães, os Ferreira de Macedo, Nayme, Aparecida, Dedé Lessa, Doris Cansanção, todo esse pessoal passava pelo treinamento do Paulo Mendes, e eu até iniciei alguns treinos também, abandonando logo depois. Djacyr e Aurinha promoviam manhãs dançantes, com bingos e shows entre os sócios (meu pai-José Papini Góes, hoje com 103 anos, foi um dos primeiros sócios). Na noite do primeiro baile de marujos do Iate, vestidas de Marujo, eu e outras jovens desfilamos pela rua do Comércio, em cima dos barcos que deslizavam sobre rodas. Entre outras, Anamália Gomes de Barros e Lia Ramos também fizeram parte desse desfile. Não sei se esses fatos pertencem ao histórico do Clube, pois naquela época não se registravam os acontecimentos como hoje em dia. Ficam apenas na memória. Ainda presenciei os momentos em que Adalgisa Colombo esteve em Maceió e hospedou-se em casa do Djacyr, meu vizinho de fundos, e compareceu ao Iate. Os sábados de carnaval eram no Iate (o clube mais simpático); domingo e terça na Fênix (o mais fino). Havia ainda o Tênis e a Portuguesa, o Tênis com sua festa de Vermelho e Preto, mas a nossa preferência mesmo era Iate e Fênix. Saíamos do Iate de madrugada a pé, em grupo, cantando pela rua até chegar no Gramado, onde muitas de nós morávamos. Quem tinha coragem, ainda se trocava para um bom banho de mar naquela aguinha morna do despertar do dia. Tudo sem segurança, sem celular pra avisar em casa, onde chegávamos satisfeitas para um bom café e um sono tranquilo. Quando reaveremos essa paz? Meus cumprimentos. Vania Papini

  3. Sra. Vania Papini Góes, suas contribuições para a história do Iate são relevantes e tomei a liberdade de reproduzi-las no Grupo do História de Alagoas em Fotos no Facebook. Vou trabalhar esse material também para incorporá-lo ao texto sobre a história do clube.
    Obrigado pela contribuição.

  4. Enio Oliveira // 18 de setembro de 2015 em 22:47 //

    Vê-se como era forte o esporte nos clubes de Alagoas. Coisa que inexplicavelment perdeu-se no tempo. Pena!!

  5. Adelaide Reys // 24 de Abril de 2017 em 08:27 //

    Maravilhoso o comentário da amiga Vania Papini Goes!
    Um relato fiel sobre a História do grande clube Iate Clube Pajuçara que era o reduto de jovens e seus pais que moravam nesse bairro e se tornaram grandes amigos para sempre! Ali crescemos, praticando esportes e nos confratenizando aos domingos e nos tornamos cidadãos. e cidadães de bem que honram as Alagoas
    Parabéns
    Adelaide Reys

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