História do Tabuleiro do João Martins de Oliveira

Tabuleiro do Martins nos anos 70

João Martins de Oliveira e sua esposa Stella Cavalcante de Oliveira

Editoria com pesquisa inicial de Eric Nilson

As primeiras informações sobre a existência do hoje Tabuleiro do Martins remontam ao início do século XX, quando a região era conhecida como “Taboleiro de Fernão Velho”, ou Tabuleiro do Pinto, como denominou Craveiro Costa no seu Indicador Geral do Estado de Alagoas, de 1902.

No “Dicionário Chorographico” do livro, o historiador cita o Riacho de Bebedouro como despejando na Lagoa do Norte “e nasce no Tabuleiro do Pinto, a sudeste de Fernão Velho.

Com poucos habitantes, por ser de difícil acesso, o Tabuleiro surgiu como um aglomerado urbano vinculado ao distrito fabril de Fernão Velho. A ligação se dava pela “Ladeira do Frechal”, que somente foi receber benefícios públicos em 1930, quando o governador Álvaro Correa Paes anunciou que estava fazendo o “alargamento da subida do Frechal”.

O povoamento do Tabuleiro teve início a partir de um sítio pertencente a João Martins de Oliveira e sua esposa Stella Cavalcante de Oliveira. Operário da fábrica têxtil de Fernão Velho, João Martins, após o seu casamento em 1911, adquiriu um terreno nas proximidades do seu local de trabalho, na parte mais alta, onde o preço era mais em conta. Com o sítio, passou a fornecer madeira para a fábrica têxtil, ampliando a renda familiar.

João Martins nasceu em Rio Largo em 14 de abril de 1879, e sua esposa, Stella Cavalcante de Oliveira, era natural de Atalaia. Tiveram dez filhos e viveram juntos por 51 anos. Eram tratados como benfeitores do bairro, por oferecerem, além da moradia, água e até professores para a educação das crianças, quase todas afilhadas de batismo do casal.

Atendendo a pedidos de amigos e parentes, permitiram que outras moradias fossem erguidas no sítio. Como não cobrava aluguel, a ocupação se deu rapidamente e logo já se tinha algumas ruas delineadas em suas terras. Ademir Brandão, que entrevistou em 1996 D. Cléria, uma das filas de João Martins, ouviu dela que a primeira rua do bairro se denominava Vila Cordélia em homenagem a uma irmã.

Durante muitos anos, o bairro sofreu com a falta de água encanada e energia elétrica. Esses benefícios só foram implantados em 1950, no período imediatamente posterior a segunda guerra mundial, quando benfeitorias foram realizadas na região pelas tropas americanas que estabeleceram uma base de balões dirigíveis a alguns quilômetros do bairro.

Estrada do Jacutinga

Com a consolidação de Rio Largo no início do século XX como um importante polo têxtil de Alagoas, surgiu a necessidade de ampliar as vias de acesso àquela localidade. Até então, todo o transporte era feito por trem. Entretanto, os automóveis já se apresentavam como alternativa ao deslocamento de mercadorias e pessoas, cobrando a construção de estradas.

Assim, em 1916, o governador João Batista Acioly Júnior inicia a construção da Estrada do Jacutinga. Com largura de 8 metros, tinha início na Praça Jonas Montenegro, hoje Praça do Centenário, no Jacutinga, atual Farol, e se estendia praticamente em linha reta até o povoado de Cachoeira, em Rio Largo.

O projeto para a construção de tal via foi apresentado pelo governador Clodoaldo da Fonseca, antecessor de João Batista Acioly Júnior. Um mapa de Maceió, de 1927, já registra a Estrada do Jacutinga.

Aeroporto Costa Rego, da Air France, em 30 de outubro de 1928

Em 1941, em plena segunda guerra mundial, a empresa de transportes aéreos Panair do Brasil resolveu construir um novo aeroporto. Como outro aeroporto, da Air France, já estava instalado onde hoje se situa o Departamento de Estradas de Rodagens de Alagoas, na descida para Satuba, a Panair resolveu utilizar um terreno nas proximidades de Rio Largo.

Este aeroporto, inaugurado em 1943, foi imediatamente ocupado por tropas americanas que instalaram no local uma base de balões dirigíveis para patrulhamento da costa alagoana. No local, vários galpões foram erguidos para acomodar os soldados e as oficinas.

Com a região ganhando importância estratégica militar, veio o segundo maior investimento: o asfaltamento da Estrada do Jacutinga, que passou a se chamar Estrada Fernandes Lima. Um dos primeiros serviços atraídos pela rodovia recentemente pavimentada foi o de venda de   combustíveis para automóveis, com a instalação da Bomba do Gonzaga na esquina da entrada para Fernão Velho.

José Gonzaga de Almeida, vendeu querosene até instalar a Bomba do Gonzaga

Seu proprietário, José Gonzaga de Almeida, natural de Coqueiro Seco, começou jovem a trabalhar como balconista em Fernão Velho. Estabeleceu-se como comerciante no Tabuleiro dos Martins para vender querosene. Nos anos 40, conseguiu a representação dos combustíveis da Shell e consolidou o seu empreendimento.

Com formação na Escola Agrotécnica de Satuba, José Gonzaga exerceu o cargo de Administrado do Tabuleiro dos Martins durante o governo de Silvestre Péricles, e foi Delegado de Polícia quando Muniz Falcão governava Alagoas. Exercia estas atividades sem receber nenhuma remuneração. Na casa onde morou, funciona a Escola de Educação Básica José Gonzaga, de propriedade dos seus familiares.

Com o fim da guerra, em setembro de 1945, e a consequente retirada das tropas americanas de Alagoas, os galpões foram readaptados e um deles passou a ser a estação de passageiros do Aeroporto de Maceió, inaugurada em 4 de dezembro de 1946. A denominação de Campo dos Palmares foi definida pela Câmara dos Deputados em 1949, por proposta do deputado federal padre Medeiros Neto.

Tabuleiro beneficiado

Estação de Passageiros do Aeroporto Campo dos Palmares em 1951. Acervo Alfredo Zagallo

Com uma via asfaltada sendo passagem obrigatória para o Aeroporto, o bairro se expandiu rapidamente na direção oposta a Fernão Velho e passou a receber maiores investimentos públicos.

Já denominado como Tabuleiro do Martins, em homenagem ao seu benfeitor maior, o bairro ganhou, no dia 12 de outubro de 1950, o Grupo Escolar Dom Antônio Brandão com capacidade para 200 alunos. Os jornais citavam a unidade escolar como situada na zona rural. Entretanto, no dia da matrícula se apresentaram 1.000 crianças, comprovando que a população do bairro já era expressiva.

O prefeito João Teixeira de Vasconcelos, no mesmo período, também inaugurou um poço tubular para o fornecimento de água. A empresa contratada, a firma Alfredo Cahet de Melo, recebeu Cr$ 40.000,00 pelo serviço. A caixa d’água também foi inaugurada no mesmo ano. Com capacidade de armazenar 24 mil litros, custou Cr$ 65.000,00 pagos à firma Edson Lobão Barreto. A água armazenada era distribuída para vários chafarizes da região.

Ainda em 1950, a prefeitura firmou contrato com a Companhia Força e Luz Nordeste para estender a iluminação elétrica, que servia ao Leprosário, em direção ao povoado. O custo foi de Cr$ 14.601,00. O serviço de iluminação elétrica foi inaugurado no dia 30 de agosto de 1953, na gestão do prefeito Abelardo Pontes Lima.

O bairro ganhou fama nacional em 1957, quando foi anunciada a descoberta de petróleo em um poço perfurado nas proximidades. Era a primeira prospecção da Petrobras em Alagoas e a descoberta foi comemorada como a redenção econômica do estado. O governador Muniz Falcão e deputados se apressaram a cobrar a instalação de uma refinaria em Maceió.

Novos postos foram perfurados em Alagoas e alguns deles tinham mais rentabilidade que o do Tabuleiro do Martins. Em 1962, a Petrobras paralisou a extração deste poço por não ter vazão para exploração comercial. Outro poço foi aberto na região e apresentou melhores resultados.

No início dos anos 60, o bairro voltou a receber benefícios durante a gestão do prefeito Sandoval Caju, que construiu a Praça João Martins em homenagem a seu fundador, além de inaugurar um Posto de Saúde.

Durante o governo de Afrânio Lages, em 1964, foi anuncia a aquisição no Tabuleiro do Martins do terreno com o objetivo de sediar o Distrito Industrial de Maceió. Sob a coordenação da Companhia de Desenvolvimento de Alagoas – CODEAL, o investimento fazia parte da política de industrialização do Estado. O polo industrial de Maceió somente foi consolidado nos primeiros anos da década de 1970.

Em setembro de 1965, o governador Luiz Cavalcante inaugurou no Tabuleiro do Martins “um moderno mercado construído pela CASA – Centro de Abastecimento S/A”. Na inauguração foi anunciada a construção de um anexo para atender às feiras livres realizadas no bairro.

Nesse mesmo período, surgem novas industrias na região, além da instalação da Cidade Universitária da Universidade Federal de Alagoas – UFAL.

Final da duplicação da Av. Durval de Góes Monteiro no Tabuleiro em 1972, com a Fives Lille já em funcionamento

A Fives Lille Industrial do Nordeste foi uma das primeiras grandes industrias a se instalar no bairro. Com a pedra fundamental lançada em 1968, fazia parte do Programa de Renovação do Parque Açucareiro Nordestino. Tinha apoio da Sudene e quando entrou em funcionamento, no final de 1969, empregava 549 trabalhadores.

Com o crescimento, o bairro ficou dividido em duas partes: o Tabuleiro Velho, onde tudo começou com o sítio de João Martins, e o Tabuleiro Novo, com os conjuntos habitacionais e as indústrias, incluindo o distrito industrial. Os dois Tabuleiros ficaram mais divididos a partir de 1972, quando a Rodovia BR 104 foi duplicada e passou a se chamar Av. Durval de Góes Monteiro.

Nos anos da década de 1980, vários conjuntos habitacionais foram inaugurados e o bairro ganhou agências bancárias e viu crescer sua feira livre, uma das maiores e mais movimentadas da capital, além de receber supermercados, padarias, farmácias e inúmeros outros estabelecimentos de grande e pequeno porte. Foram inauguradas novas escolas, postos de saúde e outros serviços básicos.

Ironia do destino, a rodovia que trouxe benefícios ao bairro no passado, hoje é responsável por um dos trânsitos mais tumultuados da capital. A Av. Durval de Góes Monteiro se transformou no principal corredor de transporte de Maceió, sendo responsável pela entrada e saída de mercadorias de outros estados, além de ser a via que dá acesso aos mais populosos municípios da Grande Maceió.

Obras finais da Via Expressa

A Via Expressa, inaugurada no final dos anos 80, foi planejada para desafogar o trânsito da Av. Durval de Goes Monteiro, criando um acesso alternativo para os caminhões que tinham como destino o Cais do Porto de Maceió. Como o projeto não teve sequência, a Via Expressa ficou mesmo como Av. Menino Marcelo e foi interligada as vias pré existentes do Barro Duro e Jacintinho.

Mesmo com tantos problemas, o Tabuleiro dos Martins continua a atrair novos moradores, que buscam o seu clima de planalto e melhor qualidade de vida. As suas inúmeras fontes de água mineral abastecem o estado de Alagoas.

Decorridos mais de 100 anos após o início da ocupação do sítio de João Martins de Oliveira, o Tabuleiro do Martins é um dos bairros mais populosos de Maceió, mesmo após ter perdido parte considerável do seu território para os novos bairros criados no seu entorno.

44 Comments on História do Tabuleiro do João Martins de Oliveira

  1. Igor Marxos // 15 de abril de 2017 em 08:10 //

    Parabéns pela pesquisa, bom saber que alguém ainda se importa em contar a origem e acontecimentos que deram nome ao local em que vivemos! Obs: só está precisando de um revisor para adequar o texto!

  2. Layla Cavalcanti // 15 de abril de 2017 em 10:59 //

    João Martins e Stella são meus bisavós. Bela iniciativa! Interessante também a história de um dos seus filhos, Baldomero Cavalcanti.

  3. Maury Lima // 15 de abril de 2017 em 11:48 //

    Parabéns, nasci e fui criada no bairro do Tabuleiro do Martins. Amooooo esse lugar.
    Belíssimo trabalho!

  4. Parabéns,! Sempre tive a curiosidade de saber o porquê da denominação: Tabuleiro do Martins. Sabia que se referia a alguém, mas sempre tem por traz uma história de bravura.

  5. Rosimar Jane Vital Domingos // 15 de abril de 2017 em 17:07 //

    Adorei conhecer a história! Parabéns para o responsável pela pesquisa…..

  6. BOA TARDE
    AWUI EM NOSSO TABULEIRO DO MARTINS TEMOS UM LIVRO DE UM AMIGO NOSSO QUE ESCREVEU SOBRE. TUDO ISTO QUE FOI RELATADO E POSTADO. O ESCRITOR É IRMÃO DE JOAQUIM QUE É FUNCIONÁRIO MUNICIPAL .
    É SE NÃO MIM ENGANOU O ESCRITOR FAZ PARTE DE NOSSA POLICIA MILITAR. EU TIRO CHAPÉU
    PARA O ESCRITOR. E TENHO UM EXEMPLAR DESTE LIVRO.

  7. Caramba, que nostálgico, parece que retrocedi no tempo, uma verdadeira viagem ao passado. Muito bom, parabéns pelo texto

  8. Melquisedeque // 15 de abril de 2017 em 17:55 //

    Parabéns, é muito bom aprender ainda mais sobre os bairros de nossa capital.

  9. Liege Vilela // 15 de abril de 2017 em 18:28 //

    Que historia maravilhosa do Bairro em eu moro é bom saber como surgiu nosso Bairro!!

  10. Parabéns pela pesquisa! Gostaria que tivesse mais fotos do bairro.

  11. Gostei muito desse pesquisa. Foi muito bom saber da história do tabuleiro.

  12. Nivaldo Neves // 15 de abril de 2017 em 22:28 //

    Parabéns pela matéria, muito esclarecedora. Importante a sequencia periódica mantida no teto. Uma verdadeira aula.

  13. Fantástico!! Adorei conhecer essas histórias, parabéns a todos os envolvidos! Muito Bom!!

  14. Margarete Pinto // 15 de abril de 2017 em 23:20 //

    Gostei muito do relato, meus parabéns, embora seja natural de Rio Largo, acompanhei esse desenvolvimento do tabuleiro deste a década de 70, pois meus país compraram um terreno próximo a Federal, onde moramos até hoje. É sempre bom quando alguém tem interesse em pesquisar e resgatar as memórias do passado.

  15. Genildo Gomes // 15 de abril de 2017 em 23:46 //

    Nasci e me criei no tabuleiro onde moro até hoje com muito orgulho.
    Parabéns por essa maravilhosa iniciativa.

  16. Rosangela Amancio // 16 de abril de 2017 em 00:27 //

    Muito boa pesquisa, meus parabéns! Meus pais falavam como começou o bairro mas não com tantos detalhes . Adorei !!

  17. Rose Martins // 16 de abril de 2017 em 07:33 //

    Gostei muito de saber a história do meu tio avô já que meu pai era seu sobrinho.

  18. Layla, se você tiver informações sobre o Baldomero Cavalcanti e puder nos ceder, ficaremos gratos.

  19. Faço parte desta história linda, pois cheguei aqui em 1976 e vi ainda algumas regiões sem água encanada e energia elétrica – trabalhei na unidade de ensino Dom Antônio Brandão e minha mãe serviu almoço por um tempo a um dos diretores da fives lille que apreciava o seu tempero. Então sou parte integrante nesse processo histórico.

  20. Parabéns pela pesquisa e publicação! Muito bom saber a história dos bairros pertencidos à Maceió.

  21. Nadjane Alexandrino de Sena // 16 de abril de 2017 em 12:34 //

    Gostei dá pesquisa mais faltou relatar que o primeiro sistema de ensino foi com a dona Marina minha tia Conhecida e ainda viva como dona mocinha. Antes mesmo do ensino público. E a igreja de santa luzia muito importante no tabuleiro fundada pelos partiarcas dá rua santa luzia dona docelina e pai Pedro. Já há inúmeros documentos com essas citações iria enriquecer mais seu texto.

  22. Mário Ferreira // 16 de abril de 2017 em 12:38 //

    Parabéns pela publicação da história do Taboleiro do Martins,nasci no Tabuleiro do Pinto, município de Rio Largo mas conheço bem esse bairro nos anos sessenta e início dos anos setenta quando fui obrigado a deixar essa terra tão promissora por motivo de trabalho, o q ocorreu exatamente por motivo do seu desenvolvimento… gostaria de saber a origem da denominação de Taboleiro do Pinto.

  23. licinio marcos a. pontes // 16 de abril de 2017 em 12:42 //

    Muito linda a historia do nosso bairro nasci em fernao velho a 57 anos e vivi toda minha vida no tabuleiro saudade desse tempo meus pais leticio e ivonete meus avos jose e luiza muito obrigado por tudo

  24. parabéns linda pesquisa muito bom !

  25. Edson da Silva Santos // 16 de abril de 2017 em 16:17 //

    Excelente esse comentário a respeito de um bairro que a cada dia crece chamado de Tabuleiro dos Martins, onde posso encontrar e comprar esse livro, que fala desses heróis.

  26. Parabéns pela exposição desta matéria.
    Nasci na Chã de Bebedouro em 1962 e em 1969 nos mudarmos ( minha família ) para o TABULEIRO do MARTINS . Nesta época existia um Posto fiscal que era conhecido com CORRENTE, atuak Macro, mas quando começou a duplicação removeram este. Nesta época nós brincávamos nos monte terra oriunda da terraplanagem para construção da duplicação que é hoje Av. Fernandes lima e Durvál de Góes Monteiro.
    PARABÉNS! !!!

  27. Amei saber sobre a história do bairro onde nasci e fui criada!
    Parabéns pela iniciativa!

  28. ANDREA ALVES // 17 de abril de 2017 em 02:41 //

    BEM LEMBRADO. QUE BOM SABER QUE DONA MOCINHA AINDA VIVE. FUI ALUNA DELA QUANDO CRIANÇA, ALIÁS, ACHO QUE A MAIORIA DOS TABULEIRENSES FORAM. ME ENCANTEI PELA HISTÓRIA DO TABULEIRO

  29. Adorei…uma maravilha de pesquisa! Toda a história de nosso Tabuleiro. Fiquei feliz com esse conhecimento sobre Tabuleiro do Martins

    Uma maravilha de pesquisa, muito bom ter todo esse conhecimento sobre nosso Tabuleiro do martins

  30. Luciano Vieira de sa // 18 de abril de 2017 em 20:53 //

    Sou Luciano Vieira de Sá, filho de Pacífico José de Sá e Maria Antônia Vieira de sa, meus pais foram um dos primeiros moradores deste glorioso bairro, minha mãe foi funcionária dá fábrica de tecelagem em Fernão Velho, como tecelã meu pai era profissional autônomo, depois funcionário do DNER hoje DNIT, trabalhou na execução dá BR 101 na divisa entre Alagoas e Sergipe e Pernambuco, moravamos esxatamente em frente a feirinha do tabuleiro, hoje um mini mercado que foi o primeiro do bairro, tenho orgulho em citar que nossa família ajudou muito no crescimento deste bairro e outros ao seu redor.

  31. Eglaube Rocha // 18 de abril de 2017 em 23:01 //

    Recordar quase sempre é bom, principalmente sobre a história do local de onde somos ou vivemos. Muito oportuno este site que retratar a história de Alagoas. Parabéns ao seu idealizador e criador. Assim revivemos uma época que não volta mais. E pouco me importa que me chamem de saudosista!. Peço vênia ao autor da história do Tabuleiro do Martins quando se refere a formação do sr José Gonzaga, apenas a título de colaboração, ter estudado na “Escola Agrotécnica de Satuba”, quando o nome dessa Escola era ESCOLA AGRÍCOLA FLORIANO PEIXOTO. Depois sofreu alterações em sua denominação para AGROTÉCNICA Floriano Peixoto e hoje é Instituo Federal de Alagoas, o IFAL !

  32. João Mendes // 18 de abril de 2017 em 23:04 //

    Minha infância sofrida porém alissersante foi no tabuleiro do Martins, passou um filme em minha mente ao recordar, muito obrigado e parabéns.

  33. Que legal poder voltar ao passado e reviver momentos tão significantes. Além da Igreja Matriz de Santa Luzia, senti falta também da citação da Escola Rotary, onde estudei de 1967 a 1970; faltou citar o Cemitério S.Luiz Gonzaga que tem uma ladeira ao lado por onde vários alunos desciam a pés do Tabuleiro a Fernão Velho. Obrigado pela linda recordação.

  34. Olá, eu e a minha família fazemos parte dessa história desde dos anos 60, ainda cheguei criança e ainda moro em um cond de chácaras, no mesmo bairro, quem não se lembra dos times de futebol como: sete de setembro, Santa Cruz, leão , river plate, portuguesa, o cinema na rua São Paulo, onde hoje é a igreja universal, a bomba do Gonzaga, o açude da santa Lúcia, o tabuleiro era tão independente, que quando o pessoal ia ao centro, dizia eu vou à Maceió, o tabuleiro ainda continua sendo uma grande tribo. Parabéns para todos. Obs: existe um livro histórico escrito pelo antigo padre da igreja Santa Luzia.

  35. José Marcos // 19 de abril de 2017 em 19:19 //

    Amo este bairro onde nasci e vivo até hoje nos meus 45 anos a fazer dia 05/05. Fui criado na bodega de meu avô o Senhor Antônio Severo conhecido por Antônio Baixinho, vendia na antiga feira de Fernão Velho depois veio a ser um dos fundadores da feirinha do tabuleiro. Era amigo do Senhor José Gonzaga proprietário da bomba do Gonzaga. Na época existiam as bodegas do Senhor Batista na rua do Arame, do Senhor Demétrio na avenida Maceió, do Senhor Serafim na mesma rua que a do meu avô, Rua São Paulo.

  36. Parabenizo a vcs e achei muito interessante a pesquisa , informações muitos não sabiam como exemplo o do Sr Gonzaga,do qual foi proprietário dá Bomba do Gonzaga que até os dias de hj é ponto de referência no Nosso Bairro e sua história que adquiriu tudo com esforço e dedicação, do qual na minha opinião por ser uma pessoa que lutou foi delegado,administrador deveria ter o nome de uma rua ou praça .

  37. Cheguei ao Tabuleiro ainda criança, morávamos na Av.Maceió que naqueles tempos tinha muitas chácaras e sítios onde a molecada matava a fome roubando frutas e correndo o risco de levar tiros de espingarda. Estudei no Pedro Suruagy, saudades dos colegas, Luis Fernando, Eraldo, Célia, Susy , Lamartine, Eliane Cassiano, Ilde e Davi. O ginásio fiz no Santa Luzia, no prédio da escola Antônio Brandão onde nos juntamos a Estefânia, Pedro, Francisco Lebrinha, Ana, Mamão ,Rubens e Claudete que era neta do sr. João Martins. Éramos da 5ª série A, a pior turma da escola que deixava doida a Helena, sempre com cabeça coberta coberta com um lenço e os famosos bobs, Quantas saudades desse tempo bom , de tomar banho no Catolé, na Nascença, no açude de Santa Lúcia. Que maldade fizeram com o Tabuleiro. Acabaram com a natureza. Hoje é só violência .

  38. Andrea Tavares // 26 de abril de 2017 em 15:35 //

    Parabéns pela matéria, pude conhecer um pouco da Historia do Bairro onde minha mãe nasceu. Hoje a maior alegria dela é reencontar seus irmãos Filhos de Aristides Araujo da Silva e de Esterlina Araujo da Silva.

  39. Milena (lia) // 27 de abril de 2017 em 01:58 //

    Época maravilhosa, o Tabuleiro era diferente com povo hospitaleiro e, participativo, existia as mercearias e vendas como: merc do Jairo , a do correia na rua nova Brasília bastante conhecido, a paróquia são jose const pela comunidade local, na Av. Maceió tinha o casarão do Flávio luz, vizinho ao G Barbosa, o sítio da Carolina hoje, cond. Lagoa azul, Granja Azul, hoje Res.Cidade Jardim, antigo Colégio st Luzia na R. Do Campo,tinha as colegas: Silvana Fátima, Ereildes, e outras, e não esquecendo a escola da dona mocinha a pioneira, do bairro, a comunidade vivia com dificuldade com pouca infra-esteira, mas o povo era festeiro tinha o pastoril, org. Pelo Dodinha, as procissões de Sta. Luzia, hoje é tudo diferente, que saudade , Obrigado a todos.

  40. Madalena (Lia) // 27 de abril de 2017 em 12:32 //

    Época maravilhosa, o Tabuleiro era diferente com povo hospitaleiro e, participativo, existia as mercearias e vendas como: mercearia do Jairo , a do Correia na rua nova Brasília bastante conhecido, a paróquia são jose const pela comunidade local, na Av. Maceió tinha o casarão do Flávio luz, vizinho ao G Barbosa, o sítio da Carolina hoje, cond. Lagoa azul, Granja Azul, hoje Res.Cidade Jardim, antigo Colégio st Luzia na R. Do Campo,tinha as colegas: Silvana Fátima, Ereildes, e outras, e não esquecendo a escola da dona mocinha a pioneira, do bairro, a comunidade vivia com dificuldade com pouca infra-estrutura, mas o povo era festeiro tinha o pastoril, org. Pelo Dodinha, as procissões de Sta. Luzia. Hoje tudo é diferente, que saudade. Obrigado a todos.

  41. Maria de Lourdes de Almeida Pinto // 27 de abril de 2017 em 16:45 //

    Sou Maria de Lourdes de Almeida Pinto, filha de José Gonzaga de Almeida, parabenizo pela pesquisa e publicação do texto. Tenho orgulho de ter sido filha desse Homem honesto e trabalhador, que ajudou no crescimento do Tabuleiro. Muito obrigada!

  42. lia feitoza // 4 de maio de 2017 em 14:37 //

    Sou Lia Feitoza, filha de Joaquim (Quinca) e Josefa (Zefinha) Feitoza. Meu pai comerciante, tinha uma mercearia na rua São Paulo e uma banca na feirinha do Tabuleiro. Andei mt de carroça p feira e p sítio dele no Catolé. Me emocionei ao ler a história do bairro onde nasci e criei-me. Parabéns!

  43. Diego Amorim // 11 de maio de 2017 em 08:50 //

    O conhecimento é algo maravilhoso, pois faz você ter uma nova visão das coisas. Obrigado por compartilhar essas informações sobre esse importante bairro da nossa maravilhosa Maceió!

  44. parabéns por contar a história do bairro em que vivo até hj, me criei na rua são Paulo, lembro-me do cine deodoro se n me engano, estudei no ouvidio Edgar, tinha os desfile de 7 de setembro, lembro da minha infância com lágrimas nos olhos, lembro quando íamos comprar sururu em Fernão velho com latas e bacias pela ladeira ao lado do cemitério são luiz, não existia violência como hj, lembro da barbearia do seu dé e os famosos calendários de mulheres colados na parede, onde hoje é o salão do Joaquim, os rachinhas, as brincadeiras meus colegas como exemplos beto e otávio, lembro com muito carinho e saudades da rua em que passei minha infância, rua calma e de gente descente, rua são Paulo,, também da venda do serafim e do antonio baixinho onde fazíamos compras, muita saudade desse tempo que era muito bom. tempos bons que n voltam mais

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