História da organização sindical dos jornalistas alagoanos

Congresso dos jornalistas em 1984, em Maceió

Padre Afonso de Albuquerque Melo foi o primeiro jornalista alagoano

São raros os documentos e registros sobre a organização dos profissionais de imprensa em Alagoas até o início da década de 1930. Somente a partir da fundação da Associação Alagoana de Imprensa, em 13 de junho de 1931, é que surgem nos jornais da época as informações sobre a atividade de classe dos jornalistas em Alagoas.

Quase 100 anos antes da AAI surge o primeiro jornalista alagoano. Foi em 1832, quando o padre Afonso de Albuquerque Melo passa a editar o jornal O Federalista Alagoense, sucessor do primeiro jornal impresso em Alagoas, o Iris Alagoense.

As primeiras experiências associativas envolvendo profissionais da imprensa alagoana não aconteceram entre os jornalistas. Foram os gráficos que conseguiram pioneiramente criar suas entidades representativas.

A Associação Tipográfica Alagoana de Socorros Mútuos é a mais antiga. Foi fundada em 14 de outubro de 1869 e existiu até 2 de agosto de 1896. A Associação Tipográfica Alagoana é de 7 de novembro de 1897 e o Sindicato Gráfico Alagoano foi constituído em 22 de outubro de 1911. No dia 26 de junho de 1932, surge um novo Sindicato Gráfico Alagoano.

O registro sobre as primeiras iniciativas organizativas dos jornalistas é publicado no jornal O Orbe de 25 de agosto de 1897. Uma carta circular do jornalista Guy de Presles, representante brasileiro no 4º Congresso Internacional de Imprensa realizado naquele ano em Estocolmo, estimulava a formação de “Associações de Jornalistas e homens de Letras”. O objetivo era claro: fortalecer a representação brasileira nos congressos internacionais.

Associação Alagoana de Imprensa

Valdemar Cavalcanti foi um dos fundadores da AAI

Uma década depois, mas movido por outros motivos, o jornalista Gustavo de Lacerda encabeça um movimento e funda, em 7 de abril de 1908, a Associação Brasileira de Imprensa, ABI, que tinha objetivos assistencialistas. Na verdade, seu fundador queria que a ABI fosse uma poderosa organização capaz de realizar uma campanha contra os jornais-empresas, que tinham o objetivo de dar lucros aos seus acionistas.

Para Gustavo de Lacerda, os jornais deveriam ter uma missão social e funcionar como cooperativas de cujos interesses participassem todos os seus membros, dos diretores aos mais modestos colaboradores.

Em Alagoas, somente em 13 de junho de 1931 é que surge a Associação Alagoana de Imprensa, quando o país vivia uma realidade política posterior à Revolução de 30, com incentivo do governo getulista ao associativismo classista.

A ideia de criar AAI partiu de um grupo de jornalistas onde se destacavam Craveiro Costa, Moreno Brandão, Luiz Silveira, Lima Júnior, Fulgêncio Paiva, Bernardes Júnior, Onofre Andrade, Álvaro Dória, José Lins do Rego, Barreto Cardoso, Jaime d’Altavila e Valdemar Cavalcanti.

O primeiro presidente da AAI foi Moreno Brandão, jornalista e historiador de renome. Entre os poucos registros das primeiras atividades da entidade há uma nota publicada em jornal informando que no dia 8 de março de 1932, no Cine Ideal, foi realizada uma palestra de inauguração do projeto Universidade Popular, uma iniciativa da Associação Alagoana de Imprensa, então presidida por Luiz Silveira. Moreno Brandão abriu os trabalhos e Sebastião da Hora falou sobre a Higiene Mental, “mostrando os fatores de iam de encontro à mesma: tabagismo, alcoolismo, misticismo excessivo e práticas espiritas”.

Jornalista e escritor Luiz Silveira

No dia 20 de fevereiro de 1933, após a renúncia de Luiz Silveira, assume a presidência o jornalista Armando Wucherer. Em março, há alteração na diretoria assumindo a presidência Manoel Onofre. No início de 1934, Mendonça Braga preside a AAI. Em maio, é empossado Emílio de Maya na presidência. Se afasta um ano depois, em maio de 1935, por estar de viagem para o Rio de Janeiro. Quem assume é o jornalista Américo Mello, ex-deputado estadual.

De 1936 até 1939, a Associação foi presidida por Emílio de Maya, que morre prematuramente dias depois de ser empossado por mais um mandato. Américo Mello, o vice, assume por alguns dias até nova eleição, quando o jornalista Lafayette Bello é escolhido como o novo presidente.

Olavo Omena foi eleito presidente em 27 de abril de 1940 e, em maio de 1941, Américo Mello é eleito e permanece no cargo por vários mandatos.

O Diário de Pernambuco de 18 de março de 1949 registra a representação da Associação Alagoana de Imprensa no congresso nacional da categoria. Américo Mello e Igor Tenório foram os delegados de Alagoas.

Depois de Américo Melo, a AAI foi presidida por Jorge Assunção e, por várias gestões, pelo jornalista Genésio de Carvalho. Em 24 de novembro de 1957, quando foram presos os jornalistas Nilson Miranda e Renalvo Siqueira, do jornal A Voz do Povo. A AAI emite uma nota em protesto assinada por Genésio de Carvalho.

Em setembro de 1967, no X Congresso Nacional dos Jornalistas em Brasília, a AAI credenciou os jornalistas Genésio de Carvalho, José Pedrosa de Medeiros e José Crispim de Oliveira.

A Associação Alagoana de Imprensa continua em funcionamento e nos últimos anos vem sendo presidida pelo jornalista Laurentino Veiga.

Sindicato dos Jornalistas

Pelo menos três Sindicatos dos Jornalistas foram fundados em Alagoas entre o final dos anos 30 e 50. O atual Sindjornal é o que teve início em 1959.

Jornalista Ulisses Braga, presidente do primeiro Sindicato dos Jornalistas, criado em 1938

O primeiro sindicato foi criado no dia 27 de janeiro de 1938 em uma reunião realizada na redação do Jornal de Alagoas. Dias depois o Diário de Pernambuco, de 2 de fevereiro de 1938, registra em nota que o “Sindicato dos Jornalistas Cariocas dirigiu ao seu congênere de Alagoas um telegrama de felicitações pela sua fundação. O jornalista Ulysses Braga Júnior respondeu agradecendo. Também ao ministro Waldemar Falcão foi dirigido um telegrama comunicando a fundação desse órgão de classe”.

No domingo, dia 6 de fevereiro, o Sindicato é citado novamente no jornal pernambucano por participar de uma romaria ao túmulo do poeta e jornalista Aloysio Branco.

Segundo informações colhidas por Moacir Medeiros de Santana e publicadas no livro História da Imprensa em Alagoas, este mesmo sindicato, no dia 9 de agosto de 1938, é instalado com nova denominação: Sindicato dos Jornalistas, Gráficos e Classes Anexas de Maceió.

O jornal carioca A Noite também registra a existência do sindicato ao informar, no dia 11 de janeiro de 1939, que o presidente do Sindicato, Ulysses Braga Júnior, foi homenageado com um jantar. Este jornalista era também redator-secretário do Jornal de Alagoas.

Não há informações sobre a continuidade das atividades deste sindicato, mas em 1945, seis anos depois, surge a notícia no jornal Gazeta de Notícias de 17 de junho de 1945, que naquele dia, na sede da Associação Alagoana de Imprensa, haveria uma reunião para organizar o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas. Também não se tem mais informações sobre a existência desta organização sindical.

Sindjornal fundado em 1959

Jornalista José Carivaldo Brandão foi o fundador do Sindjornal em 1959

Ao que tudo indica, a demora na consolidação de um sindicato dos jornalistas se deve a representatividade da Associação Alagoana de Imprensa, que ofuscava qualquer iniciativa de surgimento de outra organização dos jornalistas em Alagoas.

Esse obstáculo somente foi superado quando a categoria se dividiu na disputa pela direção da Associação Alagoana de Imprensa, no final da década de 1950. Genésio Carvalho e Carivaldo Brandão, duas fortes lideranças da categoria, romperam a unidade até então existente e seguiram caminhos diversos.

Percebendo que não haveria espaço na AAI para o seu grupo, Carivaldo lidera alguns jornalistas e cria o Sindicato. A fundação ocorreu oficialmente no dia 5 de agosto de 1959.

Sua primeira diretoria, empossada em novembro de 1959, segundo o Diário de Pernambuco de 22 de novembro daquele ano, foi assim constituída: Carivaldo Brandão, presidente; Oseas Sarmento Rosas, secretário; Teófilo Lins, tesoureiro; e os suplentes Edson Neves, Otávio de Sousa Lima e José Aldo Ivo. Em abril de 1960, o Sindjornal já estava filiado à Federação Nacional dos Jornalistas, Fenaj.

Em 31 de maio de 1960, o jornal Correio Braziliense divulga uma nota informando que o governador e jornalista Muniz Falcão está na delegação dos jornalistas alagoanos que iria a Manaus participar do IV congresso Nacional dos Jornalistas promovido pela Fenaj. A mesma nota revela ainda que o governador tinha desapropriado recentemente um prédio “situado numa das ruas mais centrais da capital para doar ao Sindicato de nossa classe, o primeiro assim, em todo o País, a contar com sede própria”.

Ettiene Pires de Melo foi preso nos primeiros dias do Golpe Militar de 1964

Com a renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961, foi imposta censura aos órgãos de comunicação. Em Alagoas, no dia 31 de agosto, o Sindicato dos Jornalistas, presidido por Carivaldo Brandão, publicou nota oficial, manifestando “o seu pleno desacordo contra quaisquer medidas ou soluções atentatórias à vigência do regime democrático”. Além disso, exigiu o cumprimento dos artigos 78 e 79 da Constituição e repudiou a censura aos órgãos de divulgação. O Sindicato entrou em sessão permanente enquanto durou a censura.

No dia 13 de fevereiro de 1963, o jornal Última Hora informou que em uma reunião entre jornalistas, gráficos e proprietários de jornais em Alagoas, havia se chegado a um acordo para que o reajuste salarial fosse de 30%.

Para suceder Carivaldo Brandão na direção do Sindjornal, houve eleições no dia 23 de novembro de 1963. Disputaram Zadir Cassella e Etienne Pires de Melo. Este último foi vencedor, ficando com a maioria dos votos dos 150 jornalistas aptos a votar. Tomou posse em fevereiro de 1964. Ettiene era repórter lotado na Sala de Imprensa do Governado Estadual e estudante de Economia. Sua ficha policial informa que ele era funcionário da Secretaria de Saúde e que foi um dos organizadores do 1º Seminário Operário Estudantil Camponês, que contou a presença de Miguel Arraes.

Sindjornal e o Golpe Militar

Valmir Calheiros durante uma Assembleia do Sindjornal em maio de 1980

Valmir Calheiros, jornalista que viveu as mobilizações políticas dos anos 60 em Alagoas, deixou registradas, em depoimento à Comissão da Verdade dos Jornalistas Alagoanos, informações importantes sobre as condições políticas do período em que Etienne Pires de Melo presidiu a entidade.

Ele revelou que quando houve o Golpe Militar, em 31 de março de 1964, a categoria estava em greve e o Etienne foi preso. A paralisação aconteceu em conjunto com os gráficos e reivindicava melhorias salariais. “Era uma greve conjunta de jornalistas e gráficos, porque sem apoio dos gráficos era impossível fazer greve nas redações. O sindicato terminou conseguindo um aumento de 70% sobre os salários, dividido em duas parcelas: a primeira, de 40%, foi paga em abril de 1964, e a segunda foi paga a partir de outubro do mesmo ano”. A paralisação envolveu até o governo do Estado nas negociações.

Valmir lembrou ainda que nesse período o sindicato sofreu intervenção. “O interventor foi o companheiro José Correia Lima, jornalista da velha guarda. Ele fez uma administração tão democrática, que, apesar de ter sido indicado pelos militares e pela Delegacia do Trabalho, em seguida foi eleito de forma direta para presidir a categoria”. José Correia Lima foi eleito para o mandato entre 1965 a 1968.

Etienne Pires de Melo faleceu algum tempo após ser posto em liberdade. Havia a suspeita na época que sua doença fora adquirida na prisão por falta de condições de higiene. Depoimentos de alguns contemporâneos não confirmaram essa hipótese.

O jornalista José Correia Lima foi o interventor no Sindicato dos Jornalistas no período inicial do Golpe Militar de 1964

Em março de 1968, Carivaldo Brandão voltou a dirigir o sindicato substituindo Correia Lima. Seu mandato se estendeu até 1969.

Nas eleições realizadas no dia 9 de junho de 1969, a categoria elegeu José Otávio da Rocha, que tem a sua diretoria assim composta: Valmir Calheiros, Secretário; Mário Marques Lira, tesoureiro; Suplentes: Pedro de Farias Costa e João Batista Pinheiro. Conselho Fiscal: Titulares – Manuel Nunes Lima, Devis Portela de Melo e Carlos Moliterno. Suplentes – Carlos de Carvalho Lins, Edgar Alves de Lima e Otávio de Sousa Lima. Conselho de Representantes junto à Fenaj: José Carivaldo Brandão, José Aldo Ivo e Hélio Nascimento. Suplentes: Josué da Silva Júnior, Aidete Vianna de Lima e José Alves Damasceno. José Otávio da Rocha dirige o sindicato até 1972.

José Aldo Ivo assume em 1972 para um mandato até 1975. No dia 15 de agosto de 1973, foi eleita a diretoria do Clube de Imprensa de Alagoas. O presidente, por força estatutária, era também o presidente do sindicato. A diretoria tinha ainda Ailton Villanova como secretário e Valmir Calheiros como tesoureiro.

Foi durante esse mandato de José Aldo Ivo que começou a mobilização para a implantação do curso de Comunicação Social na Ufal. No dia 30 de outubro de 1974, um documento do Sindjornal assinado por José Aldo Ivo foi enviado ao Ministério da Educação e Cultura com a reivindicação.

José Aldo Ivo permaneceu na presidência do sindicato por mais um mandato, de 1975 a 1978.

Período de lutas e greves

Em 1978, numa eleição muito disputada com Alberto Jambo, Freitas Neto sai vencedor com a chapa Renovação e tem início um novo ciclo no sindicato. Freitas teve 73 votos, enquanto Jambo recebeu 52 sufrágios. A vitória de Freitas Neto mobilizou uma geração de profissionais com formação progressista e disposta ao enfrentamento com as empresas jornalísticas.

Freitas Neto durante o XVII Congresso Nacional dos Jornalistas em Maceió em 1978

Uma das primeiras realizações de Freitas Neto foi trazer para Maceió o XVII Congresso Nacional dos Jornalistas, ainda em 1978. Em 1979 aconteceu a histórica greve da categoria, a primeira em Alagoas após os duros anos de repressão militar.

Freitas encerrou a sua primeira passagem na presidência do sindicato em 1981, com o Curso de Comunicação da Ufal já em funcionamento.

Reeleito em 1981, Freitas Neto foi empossado no dia 17 de julho em concorrida solenidade na Academia Alagoana de Letras, quando foram lançados vários livros de autores jornalistas.

Em 1982, Freitas entrou na campanha para vereador e pediu afastamento da entidade, que se tornou definitivo após a sua vitória nas eleições para a Câmara Municipal de Maceió. Quem assumiu o sindicato foi o vice-presidente Denis Agra.

Esta diretoria se destacou por sua coragem e firmeza no episódio do assassinato do jornalista Tobias Granja, crime cometido no dia 15 de junho de 1982 em pleno Centro da capital alagoana. Alguns diretores da entidade foram ameaçados de morte por estarem denunciando o Sindicato do Crime em Alagoas.

Nos dias 16 e 17 de dezembro de 1983, foi realizado o III Congresso Estadual de Jornalistas em Penedo. Nesse período, o sindicato apoiou a luta pelo reconhecimento do curso de Comunicação da Ufal, que já estava funcionando.

Chapa Mobilização, liderada por Denis Agra, foi eleita em 1984 para dirigir o Sindicato dos Jornalistas

O vice-presidente Denis Agra ficou à frente do sindicato até 1984, quando foi eleito presidente pela Chapa Mobilização, derrotando Flávio Gomes de Barros, candidato oposicionista. Entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro de 1984 é realizado em Maceió o IV Congresso Estadual dos Jornalistas.

Uma das conquistas desta diretoria foi a cessão por parte do governo da antiga residência do poeta e historiador Jaime de Altavila, na Praia do Sobral, para funcionar como sede da Casa da Comunicação. Até então o Sindjornal ocupava uma sala no primeiro andar de um pequeno prédio na esquina da Rua Augusta com a Rua Boa Vista.

O termo de cessão da Casa da Comunicação e Cultura Jaime de Altavila foi registrado em cartório, pelo governador Teobaldo Barbosa, no dia 4 de março de 1983. Entretanto, vários obstáculos impediram a realização das obras para adequação do prédio para seu novo uso. Até o vigia contratado pelos antigos proprietários se negava a deixar o imóvel.

Somente no dia 14 de dezembro de 1985 a Casa da Comunicação foi inaugurada e ocupada pelo Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Radialistas e Associação Brasileira de Relações Públicas, seccional Alagoas. Hoje, somente o Sindjornal permanece prédio.

Adelmo dos Santos, de pé, acompanha apuração das eleições sindicais dos jornalistas em junho 1990

Em 1987, quem assumiu o Sindjornal foi o também radialista José Adelmo dos Santos, que dirige, o VIII congresso Estadual de Jornalistas, em 1988, realizado em Coruripe entre os dias 4 e 6 de novembro, e o IX Congresso Estadual de Jornalistas (Extraordinário), realizado no Auditório Lima Filho da Secult, na Rua Pedro Monteiro, nos dias 16 e 17 de fevereiro de 1990.

Para o mandato entre 1990 e 1993, a categoria escolheu Joaldo Cavalcante, presidente; Valmir Calheiros, vice-presidente; Hamilton Braxynski, secretário-geral; Paulo Omena, secretário-executivo; Valter Oliveira, tesoureiro e Mauro Jorge, vice-tesoureiro. Suplentes: Iremar Marinho, Gilberto Farias, Dácio Monteiro, Francisco Cardoso, Everaldo Seixas e Adailson Calheiros. A eleição ocorreu no dia 19 de junho e a posse no dia 2 de julho de 1990.

Durante a gestão de Joaldo Cavalcante, em janeiro de 1991, foi fundado o Bloco Filhos da Pauta. Seus dois primeiros desfiles aconteceram no dia 2 (sábado) e 8 (sexta) de fevereiro, com concentração em frente ao CRB, na Praia da Pajuçara.

Outra vitória importante desta diretoria aconteceu em maio de 1991, quando foi firmado o acordo salarial que reestabeleceu a unificação do piso profissional.

Piquete durante a greve na Gazeta de Alagoas em 13 de junho de 1993

Na noite da quinta-feira, dia 13 de junho de 1991, teve início outra greve histórica, na Gazeta de Alagoas. Dos 42 funcionários da Redação, 40 aderiram à paralisação. O jornal circulou na sexta-feira com oito páginas a menos. A revolta da categoria tinha fundamento: o Jornal de Alagoas e o Jornal de Hoje aceitaram pagar o piso de 102 mil cruzeiros, enquanto a Gazeta de Alagoas insistia em pagar 38 mil cruzeiros.

Em setembro de 1991 acontece o X Congresso Estadual dos Jornalistas, em São Miguel dos Campos.

Em abril de 1992, a Tribuna de Alagoas fechou as portas e o Sindjornal cobrou da família Farias os direitos dos jornalistas. A mobilização foi intensa para que o jornal voltasse a funcionar.

Reeleito em 1993, Joaldo Cavalcante iniciou o mandato, mas se afastou no ano seguinte para assumir a chefia de gabinete do prefeito Ronaldo Lessa. O jornalista Marcelo Firmino foi quem substitui Joaldo na presidência do sindicato a partir de 1994.

Fátima Almeida à frente da Campanha Salarial de 1997, durante uma visita à redação da Gazeta. Foto de Olívia Cerqueira

Em 1996, a primeira mulher a presidir o Sindjornal foi a jornalista Fátima Almeida. Durante o seu mandato, entre os dias 29 e 31 de maio de 1998, foi realizado o XIII Congresso Estadual dos Jornalistas no Hotel Praia Dourada, em Japaratinga, com 50 jornalistas presentes.

Nas eleições ocorridas no dia 28 de maio de 1999, Fátima Almeida foi reconduzida à presidência da entidade. A posse ocorreu no dia 1º de junho daquele ano. Durante o seu segundo mandato, no dia 13 de fevereiro de 2001, foi criado pelo Decreto n° 31 o Conselho Estadual de Comunicação Social. Seu Regimento Interno foi aprovado no dia 18 de setembro de 2001 pelo Decreto nº 313.

Antes, um Projeto de Lei apresentado pelo sindicato em março de 1992, tramitou na Assembleia sob o número 288/92. Foi aprovado no dia 3 de julho do mesmo ano e vetado dias depois, em 21 de julho, pelo governador Geraldo Bulhões, alegando que esta iniciativa seria privativa do executivo.

Fátima Almeida ainda dirige o XV Congresso dos Jornalistas, realizado entre os dias 17 e 19 de maio de 2002, em Ipioca, no D’anatureza Hotel Resort.

O jornalista Antônio Pereira tomou posse no dia 1º de julho de 2002. As eleições ocorreram no dia 24 de maio.

Flagrante de um processo eleitoral no Sindjornal. Foto de José Ronaldo

No dia 9 de dezembro de 2002, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Ufal aprovou a Resolução nº 21 regulamentando o estágio curricular do Curso de Comunicação Social (habilitação em Jornalismo). Uma reivindicação do Sindicato dos Jornalistas.

O XVI Congresso Estadual dos Jornalistas aconteceu entre os dias 4 e 6 de março de 2003, em Piranhas. Uma nova greve da categoria acontece em maio de 2003.

Em 2005, quem assume a presidência foi o jornalista Carlos Roberto Pereira Leite. Tomou posse no dia 2 de julho de 2005 e encerrou o mandato no dia 3 de julho de 2008. A eleição foi no dia 24 de maio de 2005.

Nos dias 16 e 17 de junho de 2006 foi realizado o XVII Congresso Estadual dos Jornalistas, no Hotel Meliá em Maceió.

Valdice Gomes da Silva foi a segunda jornalista a assumir a presidência do Sindjornal. Seu mandato aconteceu entre 2008 e 2011.

Em 2008 ocorre, entre os dias 18 e 19 de julho, o XVIII Congresso Estadual dos Jornalistas no Auditório do Sebrae em Arapiraca.

O mandato entre 2011 e 2014 coube novamente a Valdice Gomes. Assumiu no dia 30 de junho de 2011 e a eleição foi no dia 24 de maio.

Em 2014, quem passou a presidir o sindicato foi o jornalista Flávio Miguel Peixoto.

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