Famílias na política alagoana do século XX (5): Gomes de Barros

Rio Camaragibe, nos anos 50, em Passo de Camaragibe, terra que viu nascer muitos Gomes de Barros

Rua de Passo de Camaragibe nos anos 50

Segundo as pesquisas do advogado e contador Francisco Gomes Rego, ele próprio um dos membros da família, os primeiro Gomes de Barros vieram de Portugal em 1650 e se estabeleceram em Palmares, Pernambuco.

Para lá foi o capitão João Gonçalves Gomes de Barros, que escolheu morar no mesmo local onde dois dos seus irmãos eram senhores de engenho. Trouxe com a ele sua esposa, uma espanhola de nome Vicença da Rocha Pitta, e mais doze filhos: oito homens e quatro mulheres.

Neste mesmo período, chegou ao Monte de Mariquita o criador de gado Anastácio da Silva Rêgo. Se estabeleceu e casou-se com uma filha do alferes Salustiano Pereira Pinto, que tinha origem na Vila São Miguel e era proprietário do Engenho Pau Amarelo, depois Raiz da Serra.

Assim surgiu o outro ramo que deu origem aos Gomes de Barros: os Pereiras Pinto, que veio a se estabelecer no sul de Palmares, em Pernambuco, em um local denominado Muxila, próximo de Bom Conselho.

Gomes de Barros

Os Gomes de Barros que tiveram participação política em Alagoas no século XX são descendentes principalmente do major Luiz Ferreira da Silva Rego e Clarinda Barboso Gomes de Barros, proprietários dos engenhos Riachão, Pimentas, Flor do Paraíso, Riacho do Paraíso e Caypora.

São seus filhos:

Joaquim Gomes da Silva Rego, casado com Maria Amélia Correia de Araújo Barros, filha de José Correia de Araújo Barros e Anna Rosa de Souza Pinto. O Major da Guarda Nacional Joaquim Gomes teve participação política destacada. Era proprietário dos Engenhos Urucu, Sitio Cajá, São Salvador e Alagoas e foi eleito deputado estadual pelo Partido Republicano Conservador 1916. Em 1927 foi vice-prefeito de Passo de Camaragibe. O município de Joaquim Gomes tem esta denominação em homenagem a ele.

Veríssima Gomes da Silva Rego casou com João Correia de Araújo Barros, filho de José Correia de Araújo Barros e Anna Rosa de Souza Pinto. Se instalaram também em Joaquim Gomes.

Margarida Barboso da Silva Rego casou com José Menino da Costa, filho de Antônio Correia de Araújo e Josepha Correia de Araújo.

Josepha Barboso da Silva Rego casou com Elias Fragoso de Mello, filho de Antônio Fragoso de Mello e Maria Magdalena de Jesus.

Antônia Gomes da Silva Rego casou com Teotônio Correia de Araújo.

Maria Francisca Gomes da Silva Rego casou com Juvenal Maia Gomes, filho de Manoel Gomes dos Santos e Tereza de Jesus Maia Gomes.

Maria Luiza Gomes da Silva Rego casou com José Moura.

Laura Barboso da Silva Rego casou com Joaquim Coelho Malta de Alencar.

Maria José Gomes da Silva Rego, sem informações sobre a família que constituiu.

Conrado Gomes da Silva Rego casou primeira nupcia com Cândida Augusta Correia de Araújo Barros e em segunda com a cunhada Rosa Amélia Correia de Araújo Barros, ambas as filhas de José Correia de Araújo Barros e Anna Rosa de Souza Pinto.

Coronel Laurentino Gomes de Barros

Laurentino Gomes da Silva Rego, ou Laurentino Gomes de Barros, foi o filho de Luiz Ferreira da Silva Rego e Clarinda Barboso Gomes de Barros que mais gerou políticos em Alagoas. Laurentino foi vereador em Passo de Camaragibe.

Era um rico proprietário rural casado com Amália Maia Gomes, filha de Manoel Gomes dos Santos e Tereza de Jesus Maia Gomes, cujo nome da casada passou a ser Amália Gomes de Barros.

Senhor do Engenho Riachão em Camaragibe e Engenho Riacho do Paraíso em São Luiz do Quitunde, ambos tinham sido propriedades do seu pai, o coronel Luiz Ferreira da Silva Rego e mais os engenhos Amapá, em Colônia Leopoldina, e Pedra Talhada, em Camaragibe.

Em 1886 era capitão da Guarda Nacional e ocupava a segunda suplência de Delegado em Camaragibe. Cinco anos depois seu nome é citado em jornais como delegado de polícia de Passo de Camaragibe. Depois de promovido a tenente-coronel, comandou o 13º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional. Foi reformado como coronel em 1892.

Seus filhos com Amália Maia Gomes foram os seguintes: Mário Gomes de Barros, casado com Esther Lopes; José Gomes de Barros, casado com Diolinda Calheiros e depois com Heleniti Lima de Aquino; Carlos Gomes de Barros, casado com Laura Wanderlei Lima; Manoel Gomes de Barros, médico casado com Luzinete Almeida Cottard; Jarbas Gomes de Barros, casado com Nilda Quintela Cavalcanti; Orlando Gomes de Barros, casado com Dolores de Carvalho; Antônio Gomes de Barros, casado com Noêmia Mendes Guedes e depois, no segundo casamento, com Gerusa Araújo; Eraldo Gomes de Barros, casado com Nadir Barros; Luís Alípio Gomes de Barros, jornalista, casado com Maria Luiza Gonçalves Cavalcanti; Paulo Gomes de Barros, casado com Maria Janete Gomes de Araújo e Olívia Gomes de Barros, casada com Abel Falcão Lima. Maria Amália Gomes de Barros nasceu em 1927 e faleceu no dia 8 de junho de 1955 em Maceió.

Filhos de Laurentino e Amália na política

Mário Gomes de Barros em 1945

Mário Gomes de Barros

Nasceu no dia 30 de março de 1902 no Engenho Amapá, na cidade de Colônia de Leopoldina, Alagoas. Estudou em Maceió no Colégio 11 de Janeiro, do professor Higino Belo. Era advogado formado pela Faculdade de Direito de Recife, onde prestou vestibular no dia 22 de março de 1930 e concluiu o curso no final do ano de 1936.

Ainda jovem, em Maceió, jogou futebol pelo Clube de Regatas Brasil (CRB), onde foi capitão do time e presidente do clube de 1939 a 1940.

Casou-se com Ester Lopes Ferreira de Omena e tiveram dois filhos: Geraldo Gomes de Barros, que nasceu no dia 28 de junho de 1928 e Lúcia Gomes de Barros Lins, nascida em 23 de agosto de 1931.

Em meados de 1932, participou como voluntário no combate à contrarrevolução liderada por São Paulo. Acompanhou as tropas do 20° BC como tenente.

O registro de sua primeira participação política é de dezembro de 1932, quando seu nome surge nos jornais relacionado como um dos dirigentes do Partido Socialista de Alagoas.

O seu primeiro mandato foi como prefeito de União dos Palmares no período de 1933 ao início de 1935. Neste mesmo ano assume o mandato de deputado estadual constituinte. Continuou no mandato até 1937, quando todos os mandatos legislativos do país foram suspensos pelo Estado Novo getulista.

Mas não ficou sem mandato. No final de 1937 foi nomeado novamente prefeito de União dos Palmares, encerrando sua administração em 1941.

Voltou a ter mandato eletivo em 1946, representando Alagoas na Assembleia Nacional Constituinte. Foi eleito em novembro do ano anterior pela legenda da União Democrática Nacional (UDN). Após a promulgação da nova Constituição em 18 de setembro de 1946, permaneceu no mandato.

Nas eleições de novembro de 1950, era considerado um político influente e ocupando a presidência do diretório da UDN em Alagoas, candidatou-se à reeleição. Ficou na primeira suplência, mas assumiu o mandato em fevereiro de 1951, substituindo Arnon de Melo que se elegeu também governador de Alagoas. Permaneceu no mandato até 1955, não conseguindo a reeleição nas eleições de 1954.

Em 1962 foi suplente da candidatura ao Senado de Rui Palmeira. A UDN também apresentou Teotônio Vilela para concorrer à vaga, tendo como suplente Cícero Toledo Cabral. Rui Palmeira foi eleito em 7 de outubro de 1962 e tomou posse no dia 1º de janeiro de 1963.

Após 1965 filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), mas não voltou a disputar mais nenhuma eleição. Faleceu no dia 3 de junho de 1966 em Recife, onde foi receber seu filho Geraldo Gomes de Barros, que estava voltando de uma viagem aos EUA. Ficou hospedado na casa de sua filha Lúcia Gomes de Barros, quando sofreu um violento infarto.

Mário Gomes de Barros foi ainda um expressivo líder dos plantadores de cana e dos usineiros alagoanos. Como industrial e proprietário rural, foi presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas e ainda o primeiro presidente da Cooperativa dos Usineiros de Alagoas. Em 1944 chegou a tomar parte do Conselho de Administração do Instituto do Açúcar e do Álcool, o IAA.

Após a sua morte, recebeu várias homenagens. A Escola Municipal Mário Gomes de Barros, inaugurada no dia 31 de maio de 1967, fica em União dos Palmares. Em Joaquim Gomes existe a Escola Estadual Mário Gomes de Barros. Na capital alagoana, a Rua Deputado Mário Gomes de Barros fica no Jardim Petrópolis.

Carlos Gomes de Barros

Deputado Carlos Gomes de Barros

Nasceu no dia 25 de julho de 1906 em Passo de Camaragibe, Alagoas. Estudou em Maceió nos colégios 15 de Março e 11 de Janeiro e concluiu os preparatórios no Liceu Alagoano. Ingressou na Faculdade de Direito de Recife em 1928, concluindo o curso em 1932.

Participou ativamente da campanha da Aliança Liberal e posteriormente da Revolução de 1930, que colocou no poder Getúlio Vargas.

Ainda estudante, em 1931, foi adjunto de promotor público em São Miguel dos Campos e ainda no mesmo ano nomeado delegado de polícia em Maceió.

No ano seguinte, participou como voluntário da luta para sufocar a contrarrevolução liderada por São Paulo, ocupando como comissionado o posto de 2º tenente.

De 1932 a 1934 dedicou-se à advocacia. Nesse período, principalmente a partir de agosto de 1933, participou do núcleo alagoano da Ação Integralista Brasileira ao lado de Moacir Pereira, Mário Marroquim, José Lins do Rego e Afrânio Lages.

Após exercer a função de 1º delegado auxiliar em Maceió, no final de outubro de 1934 pediu exoneração ao saber que com o afastamento do então Chefe de Polícia, dr. José Guedes Quintella, assumiria o capitão Heitor Carneiro da Cunha. O 2º delegado auxiliar era Rui Palmeira, que também pediu exoneração.

No final de novembro do mesmo ano foi nomeado Chefe de Polícia do Estado, permanecendo no cargo até 1936, quando assumiu, após ser aprovado em concurso, a promotoria pública de São Luís do Quitunde, onde atuou até 1942.

A partir da implantação do Estado Novo em novembro de 1937, passa a fazer oposição ao governo ditatorial de Getúlio Vargas.

Seguindo os passos do irmão Mário Gomes de Barros, também se vinculou ao futebol e em 1943 era o presidente da Federação Alagoana de Desportos.

Sempre se destacando como advogado, ocupou por mandatos seguidos a 1ª Secretaria da OAB alagoana e por vários períodos também esteve à frente do Instituto da Ordem dos Advogados de Alagoas.

Com a reorganização partidária, em 1945, ingressou na UDN, ajudando a fundar a legenda. Foi eleito deputado estadual para as legislaturas 1947- 1950, 1951-1954 e 1955-1958.

Carlos Gomes de Barros com esposa e filha na recuperação dos ferimentos de 1957

Em setembro de 1957, quando ocorreu o tiroteio na Assembleia Legislativa, em pleno debate sobre o processo de impeachment do governador Muniz Falcão, Carlos Gomes de Barros foi ferido, tendo a carótida seccionada por tiro de metralhadora. Sua morte chegou a ser anunciada pelos jornais e rádios do Rio de Janeiro, mas recuperou-se rapidamente na Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Foi um dos responsáveis pela fundamentação legal da denúncia contra o governador.

Em junho de 1955 rompe com Arnon de Mello e abandona a UDN, voltando à legenda somente em 1958 para ser eleito deputado federal.

Tentou sem êxito a reeleição em 1962, ficando como suplente. Assumiu o mandato de 22 de abril a junho de 1963 ocupando a vaga de Segismundo Andrade, licenciado para tratamento de saúde.

Representando a UDN, foi nomeado em junho de 1963 por João Goulart para compor o Conselho Nacional de Telecomunicações. Sua posse aconteceu em agosto de 1963. Permaneceu no cargo até dezembro de 1965.

A partir de fevereiro de 1963 e até 1964, o jornal Correio Braziliense publicou no Indicador Profissional um pequeno anúncio informando que o Dr. Carlos Gomes de Barros e Dr. Humberto Gomes de Barros, seu filho, eram advogados e atendiam na S.Q. 206, Bloco 11, apto 201 ou pelo fone 2-2161.

Após passar um período advogando em Brasília, Carlos Gomes de Barros tomou posse como juiz federal em 2 de maio de 1967. Na mesma data, Pedro da Rocha Acioli também foi empossado como juiz federal substituto.

Foram os dois primeiros juízes federais nomeados para Alagoas após o advento da Lei nº 5.010, de 30 de maio de 1966, que fez renascer a Justiça Federal de Primeira Instância. A Seção Judiciária de Alagoas foi implantada em 2 de maio de 1967, funcionando improvisadamente no salão nobre do Teatro Deodoro.

Carlos Gomes de Barros faleceu em Maceió no dia 25 de outubro de 1973. Sofreu um enfarte, segundo a informação de alguns membros do Ministério Público divulgada no jornal Última Hora de 4 de setembro de 1979, após ser denunciado injustamente, segundo os promotores, pelo advogado Gildo Corrêa Ferraz.

Há também registros em jornal atribuindo a sua morte ao desgosto de ver o CRB perder para Internacional por 1 a 0 no Estádio Rei Pelé em 12 de setembro de 1973, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.

Foi homenageado com seu nome associado à Escola Estadual Carlos Gomes de Barros, localizada em União dos Palmares. Em Passo de Camaragibe foi inaugurada a Maternidade Carlos Gomes de Barros. Hoje é uma Unidade Mista e foi entregue à população em julho de 1974 pelo governador Afrânio Lages.

Em Maceió existe a Avenida Carlos Gomes de Barros localizada no Tabuleiro do Martins, e a Rua Doutor Carlos Gomes de Barros, no Feitosa. Além destas homenagens, a sede da Justiça Federal em Alagoas, um prédio de oito pavimentos na Serraria, recebe o no de Fórum Juiz Federal Carlos Gomes de Barros.

Antônio Gomes de Barros

Antônio Gomes de Barros, sentado no centro da foto, toma posse como prefeito de União dos Palmares em 1951

O engenheiro-agrônomo Antônio Gomes de Barros nasceu no dia 15 de março de 1915 no Engenho Amapá, Colônia Leopoldina, Alagoas. Estudou as primeiras letras em sua terra natal, mas concluiu os preparatórios em Maceió no Colégio Diocesano e no Liceu Alagoano. Cursou Agronomia em Recife, na Faculdade de Agronomia da Universidade Rural de Pernambuco.

Ingressou no Ministério da Agricultura trabalhando em Murici. Foi diretor por 11 anos da Estação Experimental do Ministério da Agricultura, a conhecida Sementeira em União dos Palmares.

Sua primeira experiência política foi como prefeito de União dos Palmares entre 1951 e 1954. Depois conquistou sucessivamente por quatro legislaturas o mandato de deputado estadual, pela UDN. Permanecendo na Assembleia Legislativa Estadual de 1955 a 1970, assumindo a presidência da Mesa de 1967 a 1968.

Participou, em 1957, da histórica sessão que pretendia aprovar o impeachment de Muniz Falcão e que terminou em tiroteio, com um morto e vários feridos. Entre os feridos estava seu irmão Carlos Gomes de Barros.

Foi nomeado, em junho de 1961, secretário de Estado dos Negócios da Agricultura e da Produção no governo de Luiz Cavalcante. Permaneceu nesta secretaria até 1964.

Antônio Gomes de Barros

Foi presidente do Conselho Deliberativo do Clube de Regatas Brasil e presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado.

Em 1970, após ter o seu nome preterido na lista sêxtupla encaminhada ao presidente da República para a escolha do governador do Estado, resolveu não mais se candidatar ao legislativo. O escolhido foi Afrânio Lages, que não era o apadrinhado pelo então governador Lamenha Filho.

A partir de 1971, assumiu a presidência da Arena por dois anos. Em 15 de março de 1975, foi nomeado para o cargo de vice-governador de Divaldo Suruagy. Permaneceu no governo até o seu falecimento em 1976.

Segundo o historiador e folclorista José Maria Tenório Rocha, Antônio “participava de todas as decisões importantes do Governo, presidia os conselhos de 13 fundações e sociedades de economia mista, substituía o titular em suas viagens e impedimentos e o seu gabinete na Praça dos Martírios funcionava sem interrupção”.

Casou-se com Gerusa Araújo em 1942, e ao falecer deixou quatro filhos: Martha, casada com o engenheiro Mário Fortes Melro; Ester, casada com o engenheiro Roberto Fortes Melro; Sílvia, casada com o industrial Egmar Omena; e Manoel Gomes de Barros, casado com Jane Lamenha Barros. Mano, como é mais conhecido, foi quarto-zagueiro do CRB em 1976 e naquele mesmo ano candidato a prefeito de União dos Palmares pela Arena.

Antônio faleceu em Maceió no dia 12 de setembro de 1976 em circunstâncias idênticas à do irmão Carlos Gomes de Barros, por emoções com o futebol. Segundo José Maria Tenório Rocha, “conversava com seus amigos sobre a pálida exibição do seu CRB no primeiro tempo contra o Botafogo de João Pessoa quando começou a sentir-se mal no intervalo do jogo.

Havia médicos próximos inclusive o seu sobrinho Osvaldo Gomes, poderia pedir o carro do Governador Divaldo Suruagy que estava ali ou solicitar socorro a qualquer outra pessoa, mas preferiu, como era de seu feitio, sem fazer alarde, sair das cadeiras sozinho, e sem dizer nada a ninguém, procurou um táxi embaixo e foi direto para casa onde logo morreu”.

Além dos acima citados, outros dois filhos de Laurentino Gomes de Barros e Amália de Araújo Barros também tiveram participação na política alagoana: Paulo Gomes de Barros foi prefeito de Novo Lino em duas gestões e José Gomes de Barros, prefeito de Passo de Camaragibe.

Netos e bisnetos de Laurentino e Amália na política

Manoel Gomes de Barros, o Mano

Manoel Gomes de Barros, o Mano

Filho de Antônio Gomes de Barros e de Gerusa Araújo Gomes de Barros, nasceu em União dos Palmares no dia 8 de dezembro de 1944. Estudou as primeiras letras na Escola Luísa de França, em União.

Continuou os estudos em Garanhuns, Pernambuco, no Colégio 15 de Novembro. Já em Maceió, terminou o ginasial no Colégio Anchieta. O Científico, preparatório para o vestibular, foi no Colégio Marista.

É economista formado pela Universidade Federal de Alagoas em 1975, com especialização em Administração Pública na Alemanha.

Seu primeiro mandato político foi como prefeito de União dos Palmares, eleito pela Arena para o período 1976-80. Nas eleições de 1982, já no PDS, foi eleito deputado estadual, mas se licencia para assumir, em março de 1983, a Secretaria de Estado da Agricultura, permanecendo no cargo até março de 1986, acompanhado o governador Divaldo Suruagy. Nas eleições de 1986, consegue a reeleição.

Presidiu a Associação dos Plantadores de Cana do Estado de Alagoas no período de 1990 a 1994. Ainda em 1994, assume o comando do Clube de Regatas Brasil, seguindo a tradição familiar.

Após passar pelo PFL, filiou-se ao PTB e foi indicado como vice-governador da chapa vitoriosa de Divaldo Suruagy (PMDB) nas eleições de outubro de 1994. Após a crise administrativa que teve o seu ápice nos episódios do dia 17 de julho de 1997, Suruagy se afasta do governo e Manoel Gomes de Barros assume, concluindo o mandato em 31 de dezembro de 1998. Nas eleições de 1998, tenta a reeleição, mas é derrotado por Ronaldo Lessa.

Sem mandato, volta-se para a atividade empresarial, fornecendo de cana-de-açúcar para as usinas alagoanas.

Oswaldo Gomes de Barros

Oswaldo Gomes de Barros presidente do CRB campeão de 1983

Era filho de Paulo Gomes de Barros e de Maria Janete Gomes de Araújo. São suas irmãs: Amália Gomes de Barros, Maria Aparecida Gomes de Barros e Andrea Gomes de Barros.

Foi casado com Lucia Maria da Gama Wanderley. Tiveram os seguintes filhos: Tereza Cristina Wanderley Gomes de Barros, Suzana Wanderley Gomes de Barros, Jaqueline Wanderley Gomes de Barros, Luciana Wanderley Gomes de Barros e Oswaldo Gomes de Barros Filho.

O médico Oswaldo Gomes de Barros teve rápida passagem pela política alagoana. Sua história está prioritariamente vinculada ao time do seu coração, o Clube de Regatas Brasil.

Formado em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, concluiu o curso em 1957. Nesta profissão, foi proprietário da Maternidade Santa Lúcia, no Poço, em Maceió.

Sua veiculação ao CRB foi uma herança familiar. Os Gomes de Barros têm uma história destacada na trajetória do clube praiano.

Presidiu o CRB nas gestões 1962-66, 1970-71 e 1982-84. Participou ainda de inúmeras diretorias. Era presidente da Federação Alagoana de Futebol em setembro de 1970. Deixou o cargo para assumir a presidência do CRB. Foi vice-presidente da FAF na Gestão de Cleto Marques Luz, em 1975.

Nas eleições de 1978 foi eleito deputado estadual pela Arena com 6.609 votos. Exerceu o mandato na legislatura 1979-82, sendo escolhido para 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa no biênio 1981-82. Candidatou-se à reeleição em 1982 pelo PDS, não conseguiu êxito.

Foi ainda prefeito de Novo Lino no período de 1993 a 1996. Em 2000, candidatou-se a vereador pelo PPS, mas ficou na suplência.

Faleceu no dia 6 de abril de 2010, após permanecer internado por alguns dias recebendo tratamento para problemas cardíacos.

Manoel Gomes de Barros Filho

Mais conhecido como Nelito Barros, é filho do ex-governador Manoel Gomes de Barros e de Jane Lamenha Barros. É um dos últimos Gomes de Barros na política alagoana, sendo eleito deputado estadual já no século XXI.

Nasceu em União dos Palmares no dia 23 de maio de 1974. Estudou em sua terra natal as primeiras letras no Educandário Santa Maria Madalena. Já em Maceió, continuou os estudos no Colégio Santíssimo Sacramento e depois no Colégio Marista. É bacharel em Direito pelo CESMAC.

Foi eleito deputado estadual, pelo PFL, para a legislatura 2003-2006. Reeleito pelo PMN para o período 2007-2010. Para a legislatura 2011-2014, foi eleito pelo PSDB. No primeiro biênio da legislatura 2007-2010, ocupou o cargo de 2º secretário da Mesa Diretora.

Flávio Cavalcanti Gomes de Barros

Flávio Gomes de Barros

Nasceu em Maceió no dia 10 de julho de 1955. Filho de Mário Calheiros Gomes de Barros e Maria Rita Cavalcanti Gomes de Barros. Seu pai era filho de José Gomes de Barros e de Deolinda Calheiros Gomes de Barros. Sua mãe é filha do casal Antônio Dionísio Cavalcanti e Lindinalva de Araújo Cavalcanti.

Estudou no Educandário Nossa Senhora de Lourdes, Colégio Marista e no Colégio Moreira e Silva. Graduado em Direito pela UFAL e jornalista desde 1973. Destacou-se nestas duas profissões e teve uma rápida participação na política.

Como jornalista, foi presidente da TV Educativa, diretor de jornalismo das TVs Gazeta, Alagoas e Pajuçara e presidente da Associação dos Cronistas Desportivos de Alagoanos. Durante o governo de Manoel Gomes de Barros, assumiu a Secretaria de Comunicação Social.

Trabalhou ainda como redator na Rádio Gazeta e nos jornais Gazeta de Alagoas, Tribuna de Alagoas e Tribuna Independente, onde é colunista político desde julho de 2007. Foi assessor de comunicação do senador Teotônio Vilela, do senador João Lyra e da Prefeitura de Coruripe.

Presidiu ainda a Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo/AL e o Clube de Regatas Brasil. Foi Vice-Presidente da ABRAGET Nacional, do Colégio Nacional dos Corregedores Gerais dos Estados e do DF.

Antes de ser Procurador do Estado a partir de 1982, foi Adjunto de Promotor dos municípios de Murici e São José da Laje. Presidiu a Associação dos Procuradores do Estado.

Sua participação política ficou restrita ao mandato de vereador em Maceió no período de abril de 1991 a fevereiro de 1992.

Seu pai, Mário Calheiros Gomes de Barros, foi prefeito de Joaquim Gomes, assumindo o mandato em 1969.

1 Comentário on Famílias na política alagoana do século XX (5): Gomes de Barros

  1. Catarina de Labouré // 20 de dezembro de 2017 em 17:51 //

    Excelente pesquisa, sempre brilhante. Parabéns e obrigada.

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