Coruripe, a Cururugi dos Caetés

Praia do Pontal de Coruripe
Largo na área central de Coruripe que viria a ser a praça principal

Largo na área central de Coruripe que viria a ser a praça principal

O rio Coruripe, chamado “Cururugi” pelos caetés, originou o nome do município. A região ficou conhecida na história do Brasil por ter sido palco do naufrágio da nau Nossa Senhora da Ajuda, que conduzia o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha a Portugal. A história também registra no local o naufrágio do navegador espanhol Dom Rodrigo de Albaña, que foi homenageado com o batismo de um grande rochedo, em 1560.

O professor Moreno Brandão em “Lugares Históricos de Alagoas”, assim se expressa sobre Coruripe: “Estaria contida naquela restrição imposta pelo apótema de que os povos felizes não têm história, se também não tivesse visto, nos Baixios de D. Rodrigo, o naufrágio da nau Nossa Senhora da Ajuda, de que era passageiro D. Pero Fernandes Sardinha; se não assistisse ao trânsito das legiões holandesas e das guerrilhas lusitanas; se não presenciasse, em Jequiá, o esquartejamento de Antônio Leão, revolucionário de 1817, por um indivíduo de nome Antônio Pedro; se não visse, no crepúsculo vesperal do cativeiro negro, a revolta de grande número de seus escravos, tornados ao eito pelos engodos da conciliação”.

Igreja Nossa Senhora da Conceição nos anos 50

Igreja Nossa Senhora da Conceição nos anos 50

Após o extermínio dos caetés pelos portugueses, como represália ao trucidamento do 1° bispo do Brasil, começou aí um ativo comércio de madeira, principalmente pau-brasil. Nascida a povoação de Coruripe em consequência da ereção de uma capela localizada num vale muito próspero, começou a ter desenvolvimento maior do que o da vila de Poxim, a que estava subordinada. Coruripe começou a se desenvolver e prosperar do meado do século XIX por diante.

A vila de Coruripe foi criada pela Lei nº 484, de 23 de junho de 1866, para a qual passou a sede do município de Poxim, cuja vila a mesma lei suprimiu, ficando o município com a denominação de Coruripe. Foi desmembrado do seu município apenas o de Poxim, em 1891, mais tarde novamente anexado a Coruripe pela Resolução nº 393, de 31 de maio de 1904, e partilhado também entre o município de São Miguel dos Campos e Junqueiro.

A freguesia de Coruripe foi primitivamente a de Poxim, cuja data da criação é pouco conhecida. Tem a invocação de Nossa Senhora da Conceição. Segundo uns, data de 1726 (Espíndola, em “Geografia Alagoana”); segundo a “Idéia da População da Capitania de Pernambuco”, data de 1718, o que deve ser aceitável.

Casa dos Pobres de Coruripe

Casa dos Pobres de Coruripe

Em 1749 era curato, sendo Vigário o padre Manuel Diniz Barbosa, servindo de matriz a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Pela Resolução provincial nº 484, de 23 de junho de 1866, a sede da freguesia foi transferida de Poxim para Coruripe. Subordinação eclesiástica: Diocese de Penedo.

Pertencia à comarca de Anadia o termo de Coruripe, sendo, pela Lei nº 866, de 31 de maio de 1882, elevado à categoria de comarca com o termo de Piaçabuçu que fazia parte da jurisdição de Penedo. Em 1931, constituía a comarca o termo de Junqueiro. Em 11 de maio de 1932 foi extinta a comarca de Coruripe, sendo restaurada em 24 de maio de 1935, pelo Decreto nº 2.082. Perdeu o termo de Piaçabuçu em 1938, que passou a pertencer a Penedo. Segundo o quadro da divisão administrativa fixado pela Lei nº 1 785, de 5 de abril de 1954, o município era composto de dois distritos: Coruripe e Poxim.

Na legislatura instalada em 1955, foi eleito prefeito o Sr. Hélvio Castro Reis. Os eleitores inscritos para o último pleito somavam 3 383, sendo de 1.751 o total de votantes. A Câmara Municipal é composta de 9 Vereadores.

Antiga Prefeitura Municipal de Coruripe

Antiga Prefeitura Municipal de Coruripe

Embora tenha seu desenvolvimento ligado à agroindústria açucareira, o município tornou-se conhecido pela beleza de suas praias e lagoas que atraem milhares de turistas. Nesse recanto abençoado pela natureza, destacam-se as praias de Pontal do Coruripe (com um farol e arrecifes que formam uma piscina natural), Miaí de Baixo e de Cima (mar aberto e quase deserto) e os baixios de Dom Rodrigues (excelente para a prática de mergulho). Entre as lagoas estão a Escura, Guaxuma, Vermelha e a Lagoa do Pau, de rico manancial.

Com a criação do município de Jequiá da Praia, em maio de 1995, pela lei 5.675 de 3 de fevereiro. Coruripe ficou sem a Lagoa de Jequiá, uma das mais belas de Alagoas.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação Coruripe, em 1726. Elevado à categoria de vila com a denominação de Coruripe, pela lei provincial nº 484, de 23 de junho de 1866, desmembrado do município de Poxim. Instalado em 06 de agosto de 1866.

Vista aérea da Usina Coruripe

Vista aérea da Usina Coruripe

Elevado à condição de cidade e sede municipal com a denominação de Coruripe, pela lei estadual nº 15, de 16 de maio de 1892. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de dois distritos: Coruripe e Poxim, município extinto pela lei provincial nº 484, de 23 de junho de 1866.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada 1º de julho de 1960, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

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